Estelionato

Estelionatários são presos por policiais da Seic no estado

Quadrilha, que fraudava boletos de condomínio, era chefiada por funcionário do Ministério Público Federal; em um só condomínio de São Luís o prejuízo foi de R$ 700 mil

Ismael Araújo

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h26
Integrantes da quadrilha que falsificava boletos de condomínio
Integrantes da quadrilha que falsificava boletos de condomínio (Estelionatários)

SÃO LUÍS - Quadrilha acusada de fraudar boletos de cobrança condominiais, chefiada pelo funcionário do Ministério Público Federal Wennys Carlos de Sousa Oliveira, de 31 anos; foi desarticulada durante a operação Trojan Horse da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), ocorrida nesta sexta-feira, 15, em São Luís, Vargem Grande e Pedreiras. A polícia informou que os criminosos teriam causado um prejuízo em torno de R$ 700 mil ao condomínio “Grand Park”.

Os outros presos foram identificados como Isaac Pereira do Nascimento, de 31 anos, irmão de criação de Wennys Carlos; Leide Dayana Dias Silva, de 31 anos, e Reinaldo Castro Araújo, de 38 anos. O delegado Carlos Alessandro de Assis, superintende da Seic, declarou que esse trabalho investigativo estava sendo realizado pela equipe do Departamento de Combate a Crimes Tecnológicos (DCCT/Seic) e do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) desde o mês de setembro de 2017.

O delegado informou que Wennys Carlos tem conhecimento na área de tecnologia e coordenava a empreitada criminosa. Os quadrilheiros adulteravam o código de barras de boletos de cobranças por meio de um sistema de computador (software/aplicativo, específico para condomínios) que gerava esses boletos de cobranças. Uma vez pagos pelos condôminos, os valores não eram creditados na conta do condomínio, mas em uma conta bancária de uma empresa gerida pelos criminosos.

Ainda no decorrer da investigação ficou comprovado, por meio das análises financeiras realizadas pelo LAB-LD, que o dinheiro desviado era transferido das contas da empresa para as contas dos membros do grupo criminoso. O delegado disse que somente durante os anos de 2015 a 2017 o residencial Parque das Árvores "Grand Park" teve o prejuízo em torno de R$ 700 mil e deixando o condomínio sem condições de manutenções básicas ou mesmo de sustentabilidade.

O delegado disse que os criminosos foram presos em cumprimento de ordem judicial e vão responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Os detidos foram encaminhados para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

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