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Ignácio de Loyola Brandão foi eleito para Academia Brasileira de Letras

Romancista e jornalista foi eleito por unanimidade para vaga deixada pelo jurista Helio Jaguaribe
15/03/2019 às 09h16
Ignácio de Loyola Brandão foi eleito para Academia Brasileira de Letras O novo membro da ABL ublicou mais de 42 livros, entre romances e contos, crônicas, viagens, infantis e infanto-juvenis e uma peça teatral (Divulgação)

RIO - A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu nesta quinta-feira, 14, por unanimidade, o romancista e jornalista Ignácio de Loyola Brandão, para a Cadeira 11 de seu Quadro de Membros Efetivos, vaga com o falecimento do Acadêmico e jurista Helio Jaguaribe, ocorrido dia 10 de setembro do ano passado, no Rio de Janeiro.

Após a votação, o Presidente da ABL, professor Marco Lucchesi, procedeu à tradicional queima dos votos. Os ocupantes anteriores da cadeira foram: Lúcio de Mendonça (fundador) – que escolheu como patrono Fagundes Varela –, Pedro Lessa, Eduardo Ramos, João Luís Alves, Adelmar Tavares, Deolindo Couto, Darcy Ribeiro e Celso Furtado.

Ignácio de Loyola Brandão nasceu em Araraquara, SP, Brasil, em 1936. Foi jornalista em sua cidade natal. Depois, aos 21 anos, mudou-se para São Paulo, e continuou a carreira. Trabalhou no jornal Última Hora e nas revistas Claudia, Realidade, Setenta, Planeta, Ciência e Vida, Lui e terminou a carreira em Vogue.Atualmente escreve uma crônica quinzenal para o jornal O Estado de S. Paulo.

O romancista recebeu, pelo conjunto de sua obra, o Prêmio Machado de Assis de 2016, em seu novo formato, quando passou a ser o único outorgado pela Academia Brasileira de Letras. Publicou mais de 42 livros, entre romances e contos, crônicas, viagens, infantis e infanto-juvenis e uma peça teatral. Entre eles: "Zero"; "Não verás país nenhum"; "Dentes ao sol"; "O beijo não vem da boca"; "Cadeiras proibidas"; "O anônimo célebre"; e "O mel de Ocara".

"Ignácio de Loyola Brandão é um escritor puro sangue, radical. Sua obra, consagrada no Brasil e no exterior, traz um misto de alta cultura e ironia, olhar incisivo e viés experimental. Os romances "Zero" e "Não verás país nenhum" já se tornaram patrimônio de nossa ficção. Ignácio renova e enriquece a Casa de Machado", afirmou, logo após a eleição, o Presidente da ABL, Marco Lucchesi.

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