Polícia | Assassinatos

Em dois meses, mais de 60 pessoas foram assassinadas na Ilha

Em Janeiro e fevereiro foram registrados 48 homicídios dolosos, seguido de sete latrocínios e 10 mortes em confronto com a polícia, segundo informações da SSP
Ismael Araújo07/03/2019
Em dois meses, mais de 60 pessoas foram assassinadas na IlhaJhon Roberth Amaral de Oliveira e Breno Raphael Reis Brandão mortos na Vila Embratel (Divulgação)

SÃO LUÍS - Sessenta e cinco pessoas foram assassinadas a tiros ou por arma branca nos dois primeiros meses deste ano na Região Metropolitana de São Luís, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Somente no mês passado a polícia contabilizou 26 mortes violentas. Apenas no último dia desse mês, quatro pessoas foram executadas. Em relação aos meses de janeiro e fevereiro do ano passado, 75 pessoas foram mortas na Ilha.

Os dados da SSP revelam, ainda, que no dois primeiros meses deste ano ocorreram 48 casos de homicídio doloso, 24 deles somente em fevereiro, a maioria com uso de arma de fogo. Também no mês passado, a polícia registrou um caso de latrocínio e uma pessoa morreu em confronto com a polícia. Esse fato ocorreu no início da noite do dia 4, no Cajupe, e a vítima foi identificada como Wenderson do Nascimento Galvão, de 34 anos.

Execução

No dia 28 de fevereiro deste ano na Ilha, quatro pessoas foram executadas. Somente na Vila Embratel, área Itaqui-Bacanga, duas pessoas foram assassinadas. As vítimas foram Jhon Roberth Amaral de Oliveira e Breno Raphael Reis Brandão, ambos de 24 anos.

O sargento Tavares, lotado no 1º Batalhão da Polícia Militar, declarou que as vítimas residiam na área Itaqui-Bacanga e estavam em um veículo Bora preto, de placas NHR-9177, no qual viajariam para Pinheiro, em companhia de uma adolescente, de 15 anos, onde pretendiam passar o período carnavalesco. Elas, antes de pegar a estrada, foram ao encontro de Edson Gabriel Ferreira Moraes, o Calango, de 19 anos, na Vila Embratel, onde foram recebidas a tiros.

Um dos jovens morreu dentro do carro, enquanto o outro em via pública. O acusado fugiu do local. A adolescente não ficou ferida. O sargento disse que os militares começaram a realizar incursões na área Itaqui-Bacanga e, no último dia 1º, ficaram sabendo que o suspeito estaria em uma residência, localizada no Bairro de Fátima, mas não obtiveram sucesso.

Em seguida, os policiais foram informados de que a namorada do acusado, nome não revelado, estava mantendo contato com os familiares de Calango que queria pegar alguns pertences do criminoso e deveria ser entregue nas proximidades do Terminal da Integração da Cohama. O militar informou que nesse ponto ela foi abordada e, logo depois o acusado foi preso em uma casa, no Recanto Fialho.

Calango foi levado para a sede da Superintendência de Homicídio e Proteção a Pessoas (SHPP), na Beira-Mar. O delegado George Marques, da SHPP, informou que o acusado confessou o crime. Edson Gabriel declarou que faz parte de uma facção criminosa e que as vítimas foram atraídas ao bairro da Vila Embratel com uma falsa compra de droga. O caso continua sob investigação para prender mais um dos envolvidos, nome não revelado.

Também no último dia 28 foi assassinado Darlan Francisco Ferreira Araújo, de 20 anos, na Vila São Luís, área da Cidade Olímpica. A polícia informou que a vítima levou 12 tiros em via pública desferidos por dois homens não identificados, que fugiram em uma motocicleta. Os tiros atingiram as costelas e o abdômen do jovem.

Ele ainda foi levado para o Hospital Municipal Socorrão II, mas morreu antes de ser submetida a tratamento cirúrgico. Ainda segundo a polícia, Darlan Francisco era um dos acusados do assassinato do sargento da Polícia Militar Carlos Magno Sá, ocorrido no dia 7 de setembro de 2014, no bairro da Forquilha.

No período da noite ocorreu a morte de Felipe Anderson de Castro Lemos, de 19 anos. De acordo com a polícia, ele foi morto a tiros efetuados por homens, não identificados. O corpo foi levado para o IML e somente nesta sexta-feira foi liberado para os familiares. O caso está sendo investigado pela equipe da SHPP.

Número

65

foi o número de pessoas assassinadas nos dois primeiros meses deste ano, sendo 48 homicídios dolosos, sete latrocínios e 10 mortes em confronto com a polícia

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