Debate

ONU debate agravamento da crise na Venezuela

Reunião iniciada ontem se estende até quarta-feira, com a presença de representantes de 90 países e organizações regionais e internacionais

Reuters

Atualizada em 11/10/2022 às 12h26

Genebra - A crise na Venezuela foi tema, ontem, 25, em Genebra (Suíça) da 40ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). O secretário-geral, António Guterres, a presidente da Assembleia-Geral, María Fernanda Espinosa, e a alta comissária para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, participaram.

A reunião deve durar três dias e conta com a presença de representantes de mais de 90 países, organizações regionais e internacionais. No domingo, 24, Bachelet criticou duramente os atos de violência registrados nas regiões fronteiriças da Venezuela, e parlamentares venezuelanos prometeram apresentar denúncia contra o governo de Nicolás Maduro pelas ações.

O Conselho de Direitos Humanos é composto por representantes de 47 países não permanentes. Neste momento, Angola e o Brasil são as únicas nações de língua portuguesa representados.

Discussões

Nesta segunda-feira houve discussão de alto nível sobre disseminação de direitos humanos. Hoje, será analisada a questão da pena de morte. O Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, em 15 de março, será marcado com um debate sobre o crescimento do populismo nacionalista e ideologias de supremacia.

Relatores especiais de áreas como alimentação, tortura, alojamentos, liberdade religiosa, direitos de pessoas com deficiência e privacidade digital participarão das sessões.

Relatórios

Bachelet prepara o relatório anual a ser apresentado no próximo dia 6. A sessão, que começou ontem, estende-se até esta quarta-feira, 27, discute, também, as situações de tensão na Colômbia, no Chipre, na Guatemala, em Honduras, no Irã e no Iêmen.

Durante as sessões serão fornecidas atualizações sobre as situações em países, como Síria, Mianmar, Eritreia, Burundi, Sudão do Sul, Irã e Coreia do Norte. Palestina, República Democrática do Congo, Mali, Ucrânia, República Centro-Africana, Líbia e Afeganistão.

Na ocasião serão analisados 120 relatórios, apresentados por mais de 35 especialistas e grupos de direitos humanos. Também estão agendados nove debates gerais.


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