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“Reforma da Previdência é uma necessidade”, diz João Marcelo

Deputado federal do MDB, em visita a redação de O Estado, falou a respeito de temas polêmicos como a reforma da Previdência e o projeto de lei anticrime que tramitarão na Câmara; parlamentar comentou sobre a eleição do MDB no MA
Carla Lima/Editora de Política09/02/2019

Pautas polêmicas como a reforma da Previdência e o projeto de lei anticrime, do Ministério da Justiça comandado por Sérgio Moro, dominam as discussões no início da legislatura. Deputados federais e senadores já debatem as possibilidades de votação das duas propostas que serão enviadas pelo Palácio do Planalto. Sobre estas propostas, o deputado do Maranhão, João Marcelo Souza (MDB), em visita a redação de O Estado, afirmou que defende a necessidade de reformar as regras para a previdência, mas acredita que não será possível ser votada no Congresso ainda no primeiro semestre deste ano.
João Marcelo está em seu segundo mandato e, por duas vezes, já discutiu a reforma da Previdência tanto no governo de Dilma Rousseff (PT) quando na gestão de Michel Temer (MDB). Segundo o parlamentar, há uma necessidade para que as regras para a aposentadoria sofram mudanças já que o sistema atual não conseguirá ser mantido no futuro.
“Nós vamos esperar para saber como este projeto vai chegar na Câmara e como será construído. O certo é que a crise da previdência está cada vez mais batendo a porta dos brasileiros de forma que fica inviável não fazer uma reforma. Eu tenho estudo esta matéria desde a época da Dilma [Rousseff] e do governo Temer também. A preocupação deve quais mudanças que serão propostas”, afirmou.
Mesmo diante da necessidade, de acordo com o emedebista, nesta nova legislatura há uma insegurança para promover mudanças nas atuais regras para aposentadoria. E, ainda segundo João Marcelo, isto leva a uma resistência dos parlamentares em votar a proposta.
“Há muita resistência porque é uma matéria indigesta assim como foi a reforma trabalhista. Porque a impressão para alguns deputados e para a população é que serão retirados direitos já que sabemos que a intenção é aumentar a idade e o tempo de contribuição e as pessoas querem manter como ocorre hoje, mas há um débito da previdência já com participação no PIB”, afirmou.
Por se tratar de uma proposta polêmica, João Marcelo acredita que o governo de Jair Bolsonaro precisa conversar com os parlamentares para aprovar. O que o emedebista não acredita é que a reforma da Previdência seja aprovada ainda no primeiro semestre deste ano como pretende o Planalto.
Devido à complexidade do tema, João Marcelo diz acreditar que uma votação da proposta ocorra somente no segundo semestre deste ano.

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