Política | incoerência?

Após arruinar FEPA, Flávio Dino critica Reforma da Previdência de Bolsonaro

Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria apresentou prejuízos de R$ 1 bilhão na gestão comunista
José Linhares Jr08/02/2019 às 15h34
Governador maranhense pretende travar batalha contra Previdência

O governador maranhense Flávio Dino (PCdoB) levantou o tom contra a Reforma da Previdência proposta pela equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Durante reunião de governadores do Nordeste em Brasília, o maranhense se colocou como principal opositor ao projeto. Para o comunista “não há possibilidade de fazer qualquer tipo de acordo”.

No ano passado a gestão do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria pela Flávio Dino foi denunciada pelo deputado estadual Adriano (PV). “O saldo do Fepa está em míseros R$ 181 milhões. Isto porque no final de 2014 o saldo do Fepa era de mais de R$ 1,2 bilhão. O governador Flávio Dino conseguiu, em quase quatro anos de mandato, acabar com o fundo dos aposentados do Estado do Maranhão”, disse na ocasião.

A Reforma da Previdência, já proposta antes por Michel Temer e agora retomada por Bolsonaro, é apontada por analistas e grande parte da classe política como uma medida imprescindível para evitar o colapso da economia nacional nos próximos anos.

O governador Flávio Dino discorda dos prognósticos. “É uma proposta que penaliza muito gravemente os mais pobres, sobretudo na idade, no tempo de contribuição e no regime de capitalização”, disse o governador.

Em dezembro do ano passado o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado do Maranhão (Sintsep) também denunciou o rombo no Fepa. A entidade divulgou em seu site que os saques promovidos pelo governo comunista tornaram a arrecadação menor do que a despesa com o pagamento de pensões, o que poderá impedir o pagamento do benefício aos aposentados e pensionistas maranhenses.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve se reunir com governadores no próximo dia 20 para detalhar melhor a proposta de Reforma da Previdência. A maioria, ao contrário do governador maranhense, já se manifestou à favor da reforma.

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