Vida | “Opa, que mancha é essa?”

Campanha #DeOlhoNosSinais faz alerta sobre câncer de pele

A atenção às manchas que surgem no corpo pode levar ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado, com 90% de chances de cura em câncer melanoma
13/01/2019 às 00h00
Campanha #DeOlhoNosSinais faz alerta sobre câncer de peleCampanha permanece durante o período de férias de verão (Divulgação)

São Paulo – “Você tira férias. O câncer de pele não.” Esta é uma das mensagens-chave da campanha #DeOlhoNosSinais, lançada pela Roche Farma Brasil. O intuito é estimular e ampliar a discussão sobre duas importantes formas de prevenção. A primeira é evitar a exposição excessiva ao sol, mais comum no verão, o que levou o mês de dezembro a ser batizado de “laranja”. A segunda é que toda pessoa deve estar atenta a manchas que surgem na pele. Em torno de 30% dos tumores malignos registrados no país são câncer de pele não melanoma, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

De acordo com Elimar Gomes, dermatologista do Centro Oncológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo e coordenador do Departamento de Oncologia da Sociedade Brasileira de Dermatologia, ignorar quando uma mancha ou sinal aparece no corpo pode dificultar o diagnóstico precoce e o tratamento da doença. “Na dúvida, recomendamos sempre que um médico especialista seja procurado”, explica. O câncer de pele não melanoma apresenta altos percentuais de cura quando detectado no início. “Mas, se não for tratado adequadamente, pode se tornar um quadro grave e muito prejudicial à saúde”, alerta o médico.

Dentre os cânceres de pele não melanoma está um dos tipos mais comuns da doença: o carcinoma basocelular. Este, em estágios iniciais, é facilmente tratado cirurgicamente, com índices de cura próximos a 100%. Contudo, o desconhecimento da doença, o descuido com a pele ou uma abordagem inadequada da lesão podem levar ao diagnóstico tardio e, quanto maior o crescimento do tumor, mais complexo será o tratamento realizado que, por vezes, pode gerar desfiguração considerável. Com frequência, as lesões do carcinoma basocelular são confundidas com outras doenças de pele, como cistos ou espinhas, ou mesmo eczema e psoríase, mas é importante ficar atento a manchas por vezes avermelhadas com bordas arredondadas e peroladas, que por ventura sangrem com mais facilidade e apresentem crescimento lento e contínuo.

Quando falamos do câncer melanoma, embora seja o mais agressivo e perigoso pelo risco de se disseminar para outros órgãos, as chances de cura também são altas quando diagnosticado precocemente: cerca de 90%. Os materiais da campanha #DeOlhoNosSinais divulgam como avaliar se uma mancha, pinta ou sinal tem maior probabilidade de ser um tumor maligno. É o ABCDE do melanoma, que se refere às características da mancha: Assimetria, Borda irregular, Cor variada, Diâmetro maior que 6 mm e Evolução.

Enquanto os cânceres de pele não melanoma são mais frequentes nas áreas expostas ao sol, tais como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombro e dorso alto, o melanoma, além de se manifestar no tronco e extremidades, pode aparecer também em áreas como planta dos pés, nas palmas das mãos e sob as unhas. “Com o conhecimento sobre o câncer melanoma, qualquer pessoa pode ajudar a salvar uma vida. Pois, se você vir alguma mancha estranha na pele de alguém, você pode orientar que aquilo talvez seja um problema”, orienta o Elimar Gomes.

SAIBA MAIS

“Opa, que mancha é essa?” é a pergunta destacada nas primeiras peças da campanha #DeOlhoNosSinais. A ideia é mostrar que, ao notar uma mancha na roupa, no céu ou na água da piscina, por exemplo, o incômodo causado gera ação. O mesmo cuidado deve acontecer com a saúde da pele. A campanha tem abrangência digital, com foco nas redes sociais e circula entre dezembro e janeiro, meses de maior exposição solar.

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