Polícia | Mandado de prisão em aberto

Caso Uber: Passageiro que estava no carro foi preso após depoimento

Contra Sony Anderson Silva de Oliveira, 19 anos, havia, em aberto, um mandado de prisão de sentença condenatória por crime de roubo
Daniel Júnior 12/01/2019
Caso Uber: Passageiro que estava no carro foi preso após depoimentoSony Anderson Silva de Oliveira está com prisão decretada (Divulgação)

São Luís – Um dos passageiros que estavam no carro do aplicativo Uber atingido por disparos de arma de fogo, que vitimaram o motorista Edmilson Pimenta Azevedo, foi preso enquanto prestava depoimento do caso, por meio de um mandado de prisão de sentença condenatória, que estava em aberto, por crime de roubo. Ele foi identificado como Sony Anderson Silva de Oliveira, de 19 anos.

O mandado de prisão de sentença condenatória foi expedido pela 4ª Vara Criminal da capital maranhense. O indivíduo após prestar esclarecimento a polícia foi encaminhado ao Sistema Penitenciário de Pedrinhas, onde está à disposição do Poder Judiciário.

Sony Anderson era um dos passageiros que estava dentro do carro do aplicativo Uber, quando foi alvejado por um motociclista, que ainda não teve a sua identidade revelada.

Edmilson Pimenta Azevedo, de 54 anos, motorista do aplicativo Uber, foi morto na noite do domingo, 6, na Avenida Luiz Rocha, no bairro Liberdade, na capital maranhense. Ele realizava uma corrida, quando teria sido surpreendido por criminosos.

De acordo com a polícia, a versão inicial era de que Edimilson havia deixado uma passageira no bairro Liberdade e estava atravessando a Avenida Luiz Rocha, na capital, quando foi atingido por disparos de arma de fogo na região das costas disparados por criminosos que ainda não foram identificados. No carro, de placas OIW 6295, ficaram diversas marcas dos tiros, que também atingiram e perfuraram o pulmão da vítima.

Ainda conforme a polícia, Edmilson Pimenta após ser baleado, ainda tentou sair do local dirigindo por alguns metros, mas acabou batendo o seu veículo em uma árvore, no canteiro central. Ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), no centro da capital, mas não resistiu a gravidade dos ferimentos. Segundo a polícia, o crime pode ter sido praticado por três homens e uma mulher. A suspeita inicial era de que o motorista teria sido baleado após uma tentativa de assalto.

Passageiros que seriam o alvo do atirador, afirmou a polícia

Uma nova versão altera as linhas de investigação do assassinato do motorista do aplicativo Uber, Edmilson Pimenta Azevedo, na noite de domingo, 6, no bairro Liberdade, em São Luís. A vítima não seria o alvo do motociclista que fez os disparos, o qual ainda não foi identificado. De acordo com a polícia, duas situações podem ter acontecido naquele dia: os passageiros eram desafeto do atirador, que, ao avistá-los, os perseguiu para matá-los; ou os ocupantes iniciaram uma discussão de trânsito com o motociclista, que, com raiva, revidou com disparos de arma de fogo.

“Dois dos passageiros que estavam no veículo têm passagem na polícia por roubo, e contra um deles foi cumprido um mandato de prisão por sentença condenatória, durante o depoimento, por um crime praticado há dois anos. Esse motociclista que atirou pode ter tido algum desafeto com eles no passado, por algum motivo que desconhecemos ainda, ou aconteceu alguma briga de trânsito entre o motociclista e os passageiros. O motociclista tentou matá-los e os tiros acabaram atingindo o motorista”, explicou o delegado Clarismar Campos, da Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP).

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