Cidades | INFRAESTRUTURA

Sem abrigo, usuários de ônibus ficam à mercê de sol e chuva em São Luís

Paradas das ruas do Outeiro e Rio Branco não oferecem nenhuma estrutura; usuários reclamam e pedem que o problema seja solucionado urgentemente
IGOR LINHARES / O ESTADO08/01/2019
Na Rua do Outeiro, não há indicação de parada; usuários de ônibus ficam na calçada, expostos a intempéries

Os usuários do transpor­te coletivo público de São Luís têm passado por uma situação complicada desde que as paradas antes fixadas na Praça Deodoro tiveram que ser realocadas para as ruas do Outeiro e Rio Branco, após início de obra de requalificação do complexo. A expectativa dos usuários era de que quando o complexo fosse reinaugurado – fato que aconteceu no dia 22 de dezembro do ano passado –, as paradas voltassem para o espaço, o que não aconteceu. Com sol, chuva e sem estrutura adequada que abrigue os usuários, reclamações tornaram-se ainda mais frequentes.

Na manhã de ontem (7), O Estado percorreu as duas vias do centro de São Luís, por onde circulam os ônibus, e verificou as condições às quais os usuários têm de se submeter para evitar se expor ao sol, já que as chuvas de verão se anunciaram, mas o tem­po permanece instável. Porém, o receio para quando as chuvas chegarem definitivamente só aumenta, pois só o guarda-chuva não garantirá proteção.

Segundo a dona de casa Albenis Lisboa, 53, as obras de requalificação resultaram em um excelente espaço de lazer para a população, mas os usuários do transporte público foram desfavorecidos com a retirada das paradas de ônibus da praça, à mesma medida que realocadas para outros pontos sem abrigos que expõem os usuários ao sol e à chuva.

“As obras deram certo, a praça ficou muito boa. Mas essa situação para a gente, que precisa do transporte público, não é nada legal. Quando se tem sombrinha, muito bem. Quando não, a gente não pode fazer nada. A Prefeitura tem de resolver essa situação, pois a gente não pode ficar assim”, ressaltou Lisboa.

Apesar da indicação de parada, na Rua Rio Branco não há estrutura

Na Rua do Outeiro, que reúne, atualmente, as três paradas que antes eram fixadas na Rua do Passeio – que também não oferecia estrutura que abrigasse os usuários dos imprevistos do tempo –, usuários tentam fugir do sol atrás das sombras de postes ou sob toldos e marquises de estabelecimentos instalados no local. Já na Rua Rio Branco, que recebeu, além de suas duas paradas permanentes (uma com estrutura e outra sem), mais cinco paradas para completar o conjunto de seis pontos de espera, antes instalados na Alameda Silva Maia.

Para a artesã Fernanda Olivei­ra, 31, o local onde as paradas hoje estão instaladas não são adequados, e o Município tem de resolver o problema logo. “Eu acho que a Prefeitura deve colocar as paradas no lugar de antes, porque a situação só piorou. Tenho escutado comentários de que elas vão continuar no mesmo local que estão agora [nas ruas do Outeiro e Rio Branco], mas, se for para ser assim, nós usuários te­mos de ter o mínimo de estrutura”, destacou.

Em vista do problema, O Estado manteve contato com a prefeitura de São Luís para indagar sobre quais medidas estão sendo tomadas para resolver a situação, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno.

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