Economia | ALTA

Dólar mais alto pode impactar o Natal dos importados, diz CNC 

Com a moeda americana 20% mais cara, importação de produtos típicos do período natalino registrou queda média de 48% em relação ano de 2017
20/12/2018

Rio - Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que, mesmo diante de condições de consumo mais favoráveis, a alta do dólar em relação ao Natal passado deverá frear o ritmo de expansão das vendas natalinas em 2018. Segundo a entidade, com a moeda 20% mais cara, a importação de produtos natalinos registrou queda média de 48% na comparação com 2017 e a cesta de bens e serviços ficou 4,5% mais cara.
De acordo com o chefe da Divisão Econômica da Confederação, Fabio Bentes, apesar da atual tendência de queda das taxas de juros ao consumidor, do mercado de trabalho menos desaquecido e do nível de confiança no maior patamar dos últimos quatro anos, a alta do dólar em relação ao Natal passado representou para o varejo um obstáculo à manutenção dos preços em relação a 2017. “Por conta das incertezas decorrentes da indefinição do cenário político, entre o fim de agosto e o início de outubro - período considerado crítico para as encomendas do varejo brasileiro -, a moeda americana esteve cotada acima dos R$ 4,00. A taxa atual de câmbio é de R$ 3,90”, afirma Bentes.
Consequentemente, nos três meses encerrados em novembro, as importações de diversos produtos tipicamente natalinos registraram retrações significativas. Em média, as quantidades importadas de 18 produtos sazonalmente mais demandados nesta época do ano recuaram 48% em relação ao Natal de 2017.
Segundo a CNC, a desvalorização cambial implicará uma maior variação dos preços de bens e serviços mais demandados pelos consumidores nesta época, somada à elevação de preços da energia elétrica e combustíveis nos 12 últimos meses (+7,5%). “Ao contrário do mesmo período de 2017, quando a cesta composta por 29 grupos de bens ou serviços registrou variação negativa de 0,5%, às vésperas do Natal de 2018, esses preços acumularam oscilação de +4,5% - a maior alta desde 2016”, pontua o economista.
Enquanto itens de cuidados pessoais, como artigos de maquiagem (-12,3%), produtos para a pele (-9,8%) e perfumes (-8,1%), apresentam as maiores quedas de preços em relação ao fim do ano passado, os combustíveis (+13,7%) e as passagens aéreas (+10,7%) ficaram significativamente mais caros no último ano.

Para continuar aproveitando o conteúdo de O Estado faça seu login ou assine.

Já sou assinante

entrar

Ainda não sou assinante

assine agora

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© 2019 - Todos os direitos reservados.
Tamanho da
Fonte