Política | Futuro governo

Governo Bolsonaro terá 22 ministérios, garante chefe da transição

Onyx Lorenzoni confirmou a extinção do Ministério do Trabalho e fim de status de ministério para a Advocacia Geral da União e o Banco Central
04/12/2018

Ofuturo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, anunciou ontem que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) “bateu o martelo” e decidiu que a Esplanada dos Ministérios terá 22 pastas. Lorenzoni apresentou a estrutura ministerial durante entrevista coletiva concedida no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, sede do gabinete de transição.
“A princípio, essa é a estrutura definitiva que o presidente bateu o martelo”, declarou aos jornalistas o ministro da transição.
Lorenzoni reafirmou que o Ministério do Trabalho perderá o status de ministério e terá suas atribuições divididas entre Justiça, Economia e Cidadania. Ele já havia antecipado a informação na manhã de ontem, em uma entrevista à Rádio Gaúcha.
Ele explicou ainda que Advocacia Geral da União (AGU) e Banco Central terão "ministros transitórios". O Banco Central perderá o status no momento em que o Congresso Nacional aprovar a independência do órgão.
No caso da AGU, o governo pretende aprovar uma emenda constitucional para garantir foro privilegiado ao chefe da instituição. Assim, não seria preciso manter o status de ministério.
Atualmente, o governo Michel Temer tem 29 ministérios, cálculo que inclui Advocacia-Geral da União (AGU) e Banco Central.
Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro havia dito que, se eleito, o número de pastas seria reduzido a "no máximo" 15.
Palácio do Planalto
Em meio à entrevista, Onyx Lorenzoni explicou a divisão de tarefas dos quatro ministérios que ficam no Palácio do Planalto: Casa Civil, Secretaria de Governo, Secretaria-Geral da Presidência e Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
A Casa Civil responderá, segundo Lorenzoni, pela coordenação dos programas do governo, com a subchefia para Assuntos Jurídicos (SAJ) e articulação com o Congresso Nacional.
O futuro ministro explicou que “um time” de ex-deputados e ex-senadores cuidará do relacionamento com a Câmara e o Senado.
A Secretaria de Governo cuidará da relação com estados e municípios e do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), o programa de concessões e privatizações do governo federal.
A Secretaria-Geral da Presidência terá na sua alçada a Secretaria de Comunicação da Presidência e cuidará de assuntos sobre modernização do Estado, informou Lorenzoni.

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