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Solidariedade em grupo na calada da noite

Sérgio Monroe criou um grupo de corrida para estimular a atividade física e despertar o lado solidário dos corredores
01/12/2018
Sérgio Monroe investe em saúde e solidariedade em grupo

Evandro Júnior

Da equipe de O Estado

Esporte, solidariedade e preocupação com o meio ambiente. Essa é a bandeira do “Projeto Corujão”, capitaneado pelo educador ambiental Sérgio Monroe e que está completando dois anos de existência. O projeto reúne 150 corredores, de diferentes idades, que se reúnem semanalmente para praticar corrida em um horário sem trânsito e sem poluição. A iniciativa também assume um caráter social, pois os integrantes ajudam pessoas e entidades com doações diversas.

No dia 21 de dezembro, às 19h30, o grupo comandará o “Natal Solidário”, na Praça da Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Cohatrac II. A ação reunirá crianças carentes do bairro Vila Mauro Fecury, que receberão pares de tênis, shorts e camisetas para acompanhar o grupo em mais uma atividade. “O evento também tem como objetivo ajudar, com doações diversas, um senhor morador de um sítio na Estrada de Ribamar, que acolhe 10 crianças e precisa da gente”, ressalta Sérgio Monroe. A inscrição pede um valor simbólico de R$5,00, cujo montante será revertido para doação.

Corredores do Projeto Corujão: saúde e solidariedade

Livro

Além disso, um livro de assinaturas está circulando para que pessoas de bom coração assinem e participem da corrente solidária, que ajudará também outras pessoas. O projeto surgiu de um desejo de Monroe, maranhense que morou 30 anos em Brasília e quando retornou, formou um grupo nas redes sociais. “Quando eu voltei para o Maranhão, tive essa ideia, mas não conhecia ninguém. Foi aí que decidi formar o grupo. A primeira corrida à meia-noite aconteceu com 40 pessoas, todas procedentes de outros bairros de São Luís. Aos poucos, vamos crescendo, sempre com esse pensamento de fazer a diferença. Nosso propósito é para além da atividade física”, diz.

O grupo - que já ajudou várias pessoas e entidades, a exemplo do Rei Zulu (ex-atleta de vale tudo que vive em cadeira de rodas e passa por dificuldades financeiras), da Fundação Antônio Brunno e do Hospital Aldenora Bello - reúne-se nas segundas e quintas-feiras para treinamento funcional e nas quartas e sextas, para a corrida propriamente dita. Entre os participantes, corredores sessentões, como João Borges, de 65 anos, que nunca perdeu uma competição. “Isso porque nós também competimos, com muito orgulho e entusiasmo”, assinala Sérgio Monroe, que agora pensa em estimular o plantio de mudas.

Mais

O “Corujão” surgiu quando um grupo de cinco amigos resolveu se reunir, semanalmente, para correr. “Hoje, somos uma família, somos o grupo com maior destaque em conquistas de pódios, sendo que na última corrida que participamos, pegamos uns 14. Somos o grupo mais alegre, barulhento e conhecido da Ilha do Amor. Somos uma família que ajuda uns aos outros sem nenhum benefício financeiro”, complementou.

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