Cidades | Felis

12ª edição da Feira do Livro termina com balanço positivo

Mais de 150 mil pessoas participaram; expectativa é de que a feira permaneça no Multicenter Sebrae
MONALISA BENAVENUTO / O ESTADO26/11/2018

A Feira do Livro de São Luís (Felis) de 2018, realizada entre os dias 16 e 25 de novembro no Multicenter Sebrae, encerrou-se com balanço positivo segundo a coordenação do evento, livreiros da cidade e visitantes. A estimativa é de que mais 150 mil pessoas, entre moradores locais e turistas, participaram dos 10 dias de atividades promovidas na FeliS que, nesta edição, homenageou o escritor maranhense Graça Aranha.

Crianças, jovens, adultos ou idosos. Pardos, brancos, negros ou índios. Católicos, protestantes, umbandistas ou ateus. A leitura não possui contraindicação de idade, raça ou clero. Neste sentido, a Feira do Livro de São Luís tem se destacado no calendário ludovicense e conta com o apoio daqueles que costumam se debruçar nas mais diversas histórias narradas nos livros ou mesmo quem as conta, como a escritora Laura Amélia Damous, integrante da Academia Maranhense de Letras.

“Qualquer iniciativa na área de cultura, que vise trazer a difusão e proporcionar momentos de entretenimento e lazer com foco na literatura é sempre bem-vindo e nós precisamos muito disso. É mais uma edição da feira que posso visitar e espero que continue e se amplie sempre, para que todos possam aproveitar e incentivar nossos jovens para que tenham esse gosto e prazer pela leitura”, destacou a escritora durante visita ao encerramento do evento.

Para Rita Oliveira, coordenadora da FeliS, a sensação é de dever cumprido. “Conseguimos cumprir o que foi programado, tivemos eventos que superaram nossas expectativas, inclusive a grande participação da população neste, que é o maior evento literário do Maranhão”, destacou.

Melhores momentos
De acordo com a coordenação da Feira, entre os 10 dias de evento, dois momentos foram consagrados pelo público: a palestra com o cronista e jornalista Fabrício Carpinejar, realizada no domingo (18) e as atividades promovidas durante o Dia da Consciência Negra, celebrado na última terça-feira (20).

Carpinejar proferiu a palestra 'Masculinidade, Poesia e Afeto', com mediação do jornalista Jonas Sakamoto. O escritor abordou, com ar divertido, assuntos como relacionamento amoroso, diferenças entre o comportamento masculino e feminino, sexo e relação entre pais e filhos, arrancando várias risadas do público que lotou o auditório.
Já nas comemorações do dia 20 de novembro, debates, desfiles, lançamento de livros e rodas de conversa foram as atrações mais procuradas pelos visitantes, além da Feira Preta, uma novidade deste ano que levou à FeliS livros consagrados da história afro-brasileira, luta contra o racismo e também acessórios e itens produzidos por grupos locais.

Números

11.500 m² foi o espaço destinado à Felis 2018
20 espaços fizeram parte da feirante
22 escritores nacionais participaram da 12ª edição da Felis
70 estantes foram montadas para a comercialização de livros
5 livrarias nacionais expuseram
4 editoras nacionais fizeram parte do evento
Mais de 200 mil livros foram disponibilizados

Patrono

A 12ª FeliS teve como patrono Graça Aranha, escritor maranhense considerado um dos articuladores do movimento que renovou a literatura e a cultura brasileira, repensando identidades e a busca por referências estéticas que fossem próprias do Brasil: a Semana de Arte Moderna. É dele a conferência de abertura do movimento cultural realizado no Teatro Municipal de São Paulo, em 1922, intitulada: "A emoção estética na arte moderna". Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL) e autor do romance "Canaã", sua principal obra, além de ser efeméride pelos seus 150 anos de nascimento neste ano de 2018.

Além do patrono, a FeliS prestou homenagens especiais aos, também maranhenses, Joaquim Gomes de Souza, o Souzinha e, João Antonio Coqueiro, o Coqueiro, ambos matemáticos de destaque nacional.

Para 2019

Segundo a coordenadora do evento, a expectativa é de que a Felis 2019 permaneça no Multicenter Sebrae, localizado no Cohafuma, onde foi realizado, pela primeira vez, nesta edição. “O Centro Histórico é muito bonito, traz todo aquele glamour, é um teatro a céu aberto, mas o custo para levar a feira para o Centro Histórico é muito maior. Aqui nós oferecemos um conforto maior tanto para o estudante quanto para o expositor”. Para o próximo ano, a coordenadora revelou que pretende ajustar, com a Prefeitura de São Luís, transporte público para garantir o acesso facilitado à feira.

Leia mais notícias em OEstadoMA.com e siga nossas páginas no Facebook, no Twitter e no Instagram. Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 99209 2564.

© 2018 - Todos os direitos reservados.