Polícia | Ação criminosa

Preso em Imperatriz PM que protegia traficante de drogas

Humberto Júnior Moura Costa, lotado do 3º BPM repassava informações sobre as operações a Aleff Silva Milhomem, líder do tráfico na Região Tocantina
Ismael Araújo22/11/2018
Preso em Imperatriz PM que protegia traficante de drogasHumberto Júnior Moura Costa preso por proteger traficante de droga (Militar)

IMPERATRIZ - O soldado Humberto Júnior Moura Costa, lotado no 3º Batalhão da Polícia Militar de Imperatriz, ainda esta semana vai ser encaminhado para o presídio militar, no comando-geral da Polícia Militar, no Calhau. De acordo com a polícia, o militar foi preso na terça-feira, 20, em Imperatriz, acusado de repassar informações sobre cerco policial para traficantes da Região Tocantina. Somente este ano, três policiais já foram presos nessa cidade suspeitos de praticarem ações criminosas.

“Após sair a preventiva, esse policial vai ser transferido para o presídio militar, na capital, onde vai ficar à disposição do Poder Judiciário”, disse o delegado regional de Imperatriz, Eduardo Galvão. Ele informou que Humberto Júnior ingressou na corporação militar em 2014 e no momento fazia parte da Força Tática do 3º Batalhão da Polícia Militar.

Ainda segundo o delegado, os integrantes do Grupo de Serviço Avançado (GSA) da Polícia Militar vinham monitorando há algumas semanas os passos de Aleff Silva Milhomem, acusado de comercializar droga no município, mas não obtinham sucesso devido haver alguém repassando informações sobre o andamento dos cercos policiais.

Abordagem

Na última segunda-feira (19), por exemplo, os militares fizeram uma abordagem a uma residência, no bairro São José, naquela cidade, mas não conseguiram prender Aleff Silva. Apenas uma quantidade de droga foi apreendida. No dia seguinte, os policiais do GSA interceptaram o áudio em que o soldado Humberto Júnior repassava informações ao traficante Aleff Silva sobre a operação nessa localidade, inclusive com as características dos veículos utilizados pelos militares.

O delegado informou que o soldado Humberto Júnior foi preso ao chegar ao 3º Batalhão da Polícia Militar. O policial ao ser indagado sobre o áudio afirmou que havia repassado informações sobre o cerco policial ao traficante Aleff Silva, mas não tinha recebido dinheiro. “O soldado disse que tinha amizade com esse criminoso e não queria que ele fosse preso”, disse Eduardo Galvão.

Mais envolvidos

O tenente-coronel Brito Júnior, comandante de Policiamento da Área do Interior 3 (CPAI-3), revelou que há possibilidade de haver mais policiais militares participando desse esquema criminosa, com ligação direta com comercializadores de entorpecentes. A polícia descobriu, por meio de grampo telefônico, a participação de Humberto Júnior e está preso no quartel do 3º Batalhão da Polícia Militar, em Imperatriz.

Brito Júnior informou que as investigações continuam e que deve aparecer outros militares envolvidos e que vão responder por esse ato ilícito. “Eles vão ser responsabilizados e não vamos ser coniventes com práticas delituosas. Vamos cortar na própria carne”, afirmou Brito Júnior.

Outras ocorrências

No dia 9 de agosto, o soldado da Polícia Militar, Felipe Freire Sampaio, também foi preso em cumprimento de uma ordem judicial em Imperatriz. Segundo a polícia, ele é acusado de ter assassinado o professor Edelson Santos, no dia 4 de agosto, no município paraense de Marabá.

De acordo com as investigações, no dia do crime, o veículo do professor teria colidido no carro do policial. Houve discussão entre os dois e o docente foi baleado e morreu no local. O acusado fugiu, mas foi preso dias depois pela Polícia Civil do Pará que investigou o caso.

Outro policial preso nessa cidade foi o sargento Delman da Silva Pereira, de 49 anos, acusado de crime de extorsão. O militar foi detido em flagrante em maio deste ano na praça Brasil quando tentava extorquir uma vítima. Somente este ano, mais de 50 pessoas tinham sido lesadas por esse policial que já teria conseguido mais de R$ 20 mil.

Ainda de acordo com a polícia, o sargento Delman da Silva se apresentava como major da Polícia Militar, e se passando como diretor do Detran, oferecia a inclusão das vítimas em leilões de veículos do órgão, assim como retirava multas do sistema.

O sargento Delman da Silva oferecia, também, veículos já leiloados a preço abaixo do mercado, e câmeras de segurança. Esses policiais permanecem preso no comando-geral, aguardando decisão da Justiça.

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