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Duas operações da Polícia Federal são deflagradas no Maranhão

A primeira tem como objetivo apurar crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes; a segunda busca reprimir crimes previdenciários
OESTADOMA.COM / com informações da PF22/11/2018 às 11h23
Duas operações da Polícia Federal são deflagradas no MaranhãoDurante as buscas foi encontrado material de cunho pornográfico e as pessoas foram presas em flagrante delito

MARANHÃO - A polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (22) duas operações no estado do Maranhão. A primeira, intitulada Atalaia, tem como objetivo apurar crimes relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes, por meio da Internet. A segunda, de nome Operação Linha de Montagem, busca reprimir crimes previdenciários.

Na operação Atalaia, estão sendo cumpridos 60 mandados de busca e apreensão em outros estados além do Maranhão. São eles: Alagoas, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e no Distrito Federal.

No Maranhão, foram dois mandados de busca e apreensão, um em Zé Doca e outro em São Luís. Durante as buscas foi encontrado material de cunho pornográfico e as pessoas foram presas em flagrante delito.

Cerca de 300 policiais federais participam da operação. O cumprimento dos mandados tem como objetivo a apreensão de computadores e dispositivos eletrônicos utilizados na prática delitiva.

Os crimes investigados pela PF consistem no armazenamento e na divulgação internacional, pela internet, de imagens e vídeos de pornografia infantil, estando previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. As penas desse tipo de crime podem chegar a seis anos de reclusão e multa.

A Polícia Federal também investiga eventuais delitos conexos, relativos à prática de violência sexual contra crianças e à produção do material pornográfico ilícito, cujas penas podem chegar a 15 anos de reclusão.

Linha de Montagem

A segunda operação foi deflagrada somente na cidade de São Luís. As investigações, foram iniciadas em 2015 e levaram à identificação de um esquema criminoso no qual eram falsificados documentos públicos para fins de concessão dos benefícios de amparo social ao idoso e de pensão por morte. Os titulares e, no caso das pensões, os instituidores, eram pessoas fictícias, criadas virtualmente.

O grupo criminoso atuava desde 2010, contando com a participação de um servidor do INSS, já investigado em outra Operação da Força-Tarefa Previdenciária (Operação Tânato), deflagrada em fevereiro de 2016, de um estelionatário especializado no cometimento de fraudes previdenciárias e de dois funcionários de uma Casa Lotérica, responsáveis pela abertura de contas para pagamento dos benefícios irregulares.

A Polícia Federal cumpriu 05 (cinco) Mandados Judiciais, sendo um de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. Dentre os Mandados Judiciais consta, ainda, a determinação para que o INSS suspenda/bloqueie o pagamento de 221 (duzentos e vinte e um) benefícios.

O prejuízo, inicialmente identificado, gira em torno de R$ 13,6 milhões. O valor do prejuízo evitado com a consequente suspensão dos benefícios ativos, levando-se em consideração a expectativa de vida média da população brasileira, é de aproximadamente R$ 12,6 milhões.

A Operação contou com a participação de 20 (vinte) Policiais Federais e de 01 (um) servidor da Inteligência Previdenciária - COINP, sendo denominada Linha de Montagem em alusão ao esquema criminoso que estava em andamento, já que era estruturalmente ordenado e caracterizado por divisão de tarefas.

Os envolvidos foram indiciados pelos crimes de estelionato previdenciário, inserção de dados falsos em sistema de informações e de associação criminosa, cujas penas máximas podem alcançar a 10 anos de prisão.

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