Cidades | Fluxo intenso

Congestionamento no Centro é alvo constante de reclamações

Ápice do engarrafamento se inicia na Rua Oswaldo Cruz e segue até a Avenida Silva Maia; situação caótica na área já era rotineira e piorou com as obras de requalificação urbanística na região, com acúmulo nos veículos
Daniel Júnior / O Estado22/11/2018
Congestionamento no Centro é alvo constante de reclamaçõesTrânsito lento no centro é situação rotineira para motoristas (trânsito)

Motoristas e passageiros exigem uma iniciativa da Prefeitura de São Luís, para amenizar o congestionamento em vias do centro da capital, que estão com o fluxo de veículos congestionado, durante todo o dia, em decorrência das obras de requalificação urbanística na região. O ápice da lentidão começa na Rua Oswaldo Cruz e segue até a Avenida Silva Maia.
Guardas da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) seguem atuando nessas vias, embora isso não melhore muito a situação caótica do trânsito na região, que faz com que muitos passageiros desçam dos ônibus, antes das paradas.

“Eu desci antes do ponto, porque já esperei muito dentro do coletivo. Está muito engarrafado o trânsito nessa área. Estou também com pressa e andando eu chego mais rápido. Devem fazer alguma coisa para melhorar, porque atrapalha”, explicou a estudante Raíssa Mendes, de 19 anos, que saltou de um ônibus que estava parado no engarramento na Rua Oswaldo Cruz.

O motorista Raimundo Nonato disse que o congestionamento já faz parte da sua rotina de trabalho e que comumente os passageiros solicitam para descer do veículo antes do ponto. “Fica muito quente, porque o veículo passa um bom tempo parado. O jeito é atender aos passageiros e abir as portas do coletivo antes das paradas. Eu entendo eles. Deveriam fazer algo para melhorar o trajeto dos coletivos, como por exemplo, uma área exclusiva para os ônibus”, sugeriu.

Obras
As praças Deodoro e Pantheon e Alameda e uma área da Rua do Passeio, bem na esquina com a Rua da Paz, estão interditada. “Desde que se iniciaram essas obras, nós motoristas enfrentamos essa lentidão diariamente. Tem de ter guardas de trânsito, para orientar os condutores e abrir passagem por remessas. Mas fica tudo jogado, sem ninguém intervir”, relatou o estudante João Bezerra, de 30 anos, condutor de veículo.

Ele estava parado no congestionamento da Rua Oswaldo Cruz, nas proximidades de uma instituição de ensino superior. Como forma de encontrar uma solução, para não enfrentar a lentidão, motociclistas fazem ultrapassagens perigosas e alguns trafegam pelas calçadas. O Estado flagrou um motociclista trafegando pela calçada, para facilitar o trânsito no cruzamento entre a Rua Osvaldo Cruz e o cruzamento com uma via, que se destina à Avenida Silva Maia.

Sobre o problema do trânsito da região, O Estado fez contato com a Prefeitura de São Luís, para obter um posicionamento, mas até o fechamento desta edição, nenhuma resposta foi enviada.

SAIBA MAIS

No último dia 17 de junho deste ano, o itinerário dos ônibus que transitavam pela Avenida Gomes de Castro, no centro de São Luís, para ter acesso à Rua Rio Branco foi alterado, por causa do início das obras de requalificação urbanística. O cruzamento entre as duas vias foi bloqueado. A alteração também vale para carros de passeios. Para o acesso à Rua Rio Branco, os motoristas devem seguir pela Travessa do Galpão, passar pelo Ginásio Costa Rodrigues, Avenida Silva Maia e cruzar com a Rio Branco. Com a modificação, 26 linhas de ônibus passaram a fazer novo trajeto. As paradas foram deslocadas para a Rua Rio Branco. Após essa mudança, houve também alteração, no dia 12 de agosto, para os ônibus que trafegavam em direção à Rua do Passeio, que também está interditada parcialmente para os coletivos até hoje. Parte dela, só está disponível para fluxo de carros passeios. Os ônibus passaram a transitar pela Rua do Outeiro.

OBRA

A requalificação urbanística das praças Deodoro e do Pantheon e Alameda Gomes de Castro e Rua Grande é realizada com recursos públicos provenientes do Governo Federal, por meio do PAC Cidades Históricas, e foi iniciada em 9 de outubro de 2017. A previsão é de que seja concluída em 8 de março de 2019. Quinhentos e quinze dias é o prazo total para a obra de revitalização, com recursos totalizando R$ 31.404.149,59. Os serviços são executados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Maranhão (Iphan-MA).

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