COLUNA

Investigação na Semus

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h27

O prefeito de São Luís, Edivaldo Júnior (PDT), pode terminar o segundo ano de seu segundo mandato com uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Municipal. O alvo de investigação será a Secretaria Municipal de Saúde (Semus).
Em menos de um mês, dois vereadores propuseram a abertura de uma CPI. O primeiro foi Estevão Aragão (PSDB), que pretende investigar uma suposta lista de funcionários fantasmas na Semus. A motivação para o parlamentar desconfiar de servidores que recebem, mas não trabalham, é a quantidade de funcionários, que ainda de acordo com o tucano, ultrapassa 6,5 mil.
A outra proposta para abrir uma CPI foi de Umbelino Júnior (PPS), que preside a Comissão de Saúde na Casa. A investigação que o pepessista quer é sobre os medicamentos comprados pelo município e que se estragaram após perder a validade. O tamanho da folha de pagamento também faz parte das intenções do parlamentar.
No entanto, por trás de todo o interesse de investigar a pasta comandada por Lula Fylho há a intenção de atingir o secretário, que em momentos se mostrou pouco simpático com os vereadores. Esse problema de relacionamento com os parlamentares de São Luís vem desde quando Fylho comandava a Secretaria de Governo de Edivaldo.
Naquela época, os vereadores reclamavam que o homem de confiança do prefeito dificultava tanto a liberação de informações da gestão quanto a aproximação dos parlamentares com Edivaldo Júnior.
A postura parece não ter mudado após a troca de pasta. Pelo menos essa é a conclusão de uma ala de vereadores. E citam a última audiência pública que Lula Fylho participou na Câmara como uma demonstração disso, quando o secretário teria feito pouco caso das observações de membros da Casa.
O fato é que já existem oito assinaturas para abertura da CPI. Faltam três e, se depender da base de Edivaldo na Casa, a comissão deve ser instalada e Lula Fylho e seus auxiliares terão de se explicar.

Assinaturas
Apesar de ter dois pedidos de abertura de CPI, somente um deve caminhar na Câmara de Vereadores. Como Estevão Aragão apresentou primeiro, deverá ser o dele a tramitar.
Por enquanto, o parlamentar do PSDB conseguiu oito assinaturas, mas prefere não divulgar os nomes.
Com as assinaturas que já tem, Aragão precisa de mais três, que poderão ser dos vereadores da mesa: Astro de Ogum (PR), Honorato Fernandes (PT) e Josué Pinheiro (PSDB).

Convocação
Além da possibilidade de encarar uma CPI, Lula Fylho poderá ser obrigado a comparecer à Câmara por causa de um pedido de convocação já existente.
O requerimento é de Umbelino Júnior, que não chegou a ser votado na sessão de ontem porque houve um pedido de vistas do vereador do PT, Honorato Fernandes.
Esta proposta deverá entrar em pauta na próxima semana. No entanto, muitos vereadores dizem não ser necessária a convocação, já que Lula Fylho sempre se dispôs a ir à Casa.

Muita crítica
O governador Flávio Dino (PCdoB) não se cansa de usar as redes sociais para fazer críticas à saída dos médicos cubanos do programa Mais Médicos.
Logo ele, cujo governo enfrenta problema de atraso no pagamento de salários dos médicos maranhenses, além de reduzir os valores pagos em plantões para os profissionais.
Enquanto sobram críticas a Bolsonao, há silêncio sobre a situação fiscal do Estado.

Sem argumento
Dino não somente deixa de explicar aos maranhenses a situação da saúde fiscal do estado como também tenta passar a ideia de que o problema não existe.
Segundo o comunista, a falta de dinheiro para pagar inativos, PIB menor nos dois primeiros anos de sua gestão, além da possibilidade de mais aumento de imposto é apenas “torcida” da oposição.
Os dados de seu governo estão disponíveis no Portal da Transparência e também na projeto de Lei Orçamentária de 2019. Fato.

Impositiva
O deputado Edilázio Júnior, em entrevista à rádio Mirante AM, ontem, voltou a falar sobre a necessidade de aprovar a emenda impositiva no Maranhão.
Segundo o parlamentar, é com emenda que o parlamentar consegue levar - de forma mais rápida - serviços que a população precisa.
A emenda impositiva já é uma realidade nacional e também em São Luís. No estado ainda não se tornou real porque há forte manobra do Palácio dos Leões para evitar a aprovação.

Afastamento
A Câmara Municipal de Primeira Cruz afastou na semana passada o prefeito da cidade, George Luiz (PRB).
O afastamento foi justificado por uma denúncia de irregularidades na aplicação de recursos do Fundeb.
Luiz ficará fora do cargo por cerca de 90 dias. Nesse período, assumirá interinamente o cargo o vice-prefeito, Nilson do Cassó, já empossado pela Câmara.

DE OLHO

R$ 20,1 bilhões

é a previsão orçamentária do governo para 2019. Para compor este valor, a previsão é aumentar a arrecadação com ICMS em quase R$ 600 milhões.

E MAIS

• O vereador Genival Alves (PRTB), detido no dia 7 de outubro, data do primeiro turno das eleições, deu expediente normalmente ontem na Câmara Municipal de São Luís.

• O processo que poderia retirar o seu mandato foi arquivado sutilmente na Casa. Como se nada tivesse acontecido, Alves discursou cobrando melhorias no saneamento básico em bairros da cidade.


• Flávio Dino não deverá participar do encontro dos governadores do Nordeste com o presidente eleito Jair Bolsonaro, que está prevista para amanhã.

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