Cidades | Ordenamento

Blitz Urbana proíbe novos ambulantes na Rua Grande

Equipes iniciaram ação, para coibir a chegada de mais comerciantes informais no período de fim de ano; aqueles que já estão na área, permanecem até o fim da obra de requalificação
Daniel Júnior / O Estado13/11/2018

Em prevenção à intensa aglomeração de comerciantes informais na Rua Grande, no centro de São Luís, no período que antecede o Natal, equipes da Blitz Urbana iniciaram uma ação, para coibir a chegada de novos ambulantes na via, que ainda está em obra de requalificação. Historicamente, muitos comerciantes informais procuram a Rua Grande no final do ano, por causa da grande movimentação de consumidores.

“A partir de agora, ambulantes só vão poder ocupar as ruas transversais à Rua Grande. E vamos fazer um ordenamento, para ter um controle. Não será aleatório. Neste período que antecede o Natal e Réveillon entendemos que muitos comerciantes informais querem está na Rua Grande, por causa da grande movimentação de comprantes, mas terão que ficar nas transversais, porque não há mais espaços na área. A Rua Grande não comporta mais”, explicou Samuel Dória Júnior, secretário adjunto de fiscalização da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh), onde atua, também, como diretor-geral da Blitz Urbana.

Sobre os comerciantes informais que já estão na Rua Grande, o gestor ressaltou que eles podem permanecer até a conclusão da obra de revitalização da via, conforme acordo firmado com a Associação dos Vendedores Ambulantes e Similares de São Luís. “Firmamos um acordo, para que os ambulantes que já estão na Rua Grande, que foram deslocados das transversais, quando foi necessário, possam permanecer onde estão. Isso até a conclusão da obra. Esses comerciantes estão nas calçadas e a Blitz Urbana tem o controle. Quando a obra acabar, só será permitido que os ambulantes fiquem nas transversais”, esclareceu Samuel Dória Júnior.

Em reportagem publicada no dia 22 de outubro, O Estado mostrou que as primeiras quadras da Rua Grande, que já estão com a obra de requalificação concluída, voltaram a ser povoadas por comerciantes informais, os quais haviam sido remanejados quando a intervenção começou. “Não temos ordem para retirar os ambulantes que estão retornando pouco a pouco. O que sabemos é que quando a obra for concluída, eles vão ter que sair, mas isso só quando a Rua Grande estiver totalmente requalificada”, afirmou um funcionário da Blitz Urbana, que preferiu não se identificar.

Em reportagem realizada na Rua Grande no dia 17 de setembro, Carlos Cunha dos Santos, presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes e Similares de São Luís, informou a O Estado que solicitou a Blitz Urbana da capital que os ambulantes que haviam sido deslocados às ruas transversais, as quais possuem um fluxo intenso de veículos pesados que carregam peças das obras, possam exercer suas atividades temporariamente nas calçadas da Rua Grande e, com o término total da obra, eles retornam para as vias cruzadas.

O QUE A OBRA PREVÊ?

O embutimento da fiação aérea e lógica, drenagem profunda e esgotamento sanitário e arquitetônico, com novos equipamentos urbanos, piso e acessibilidade. Além disso, está prevista a recomposição de toda a rede de infraestrutura, como esgotamento sanitário e drenagem de água pluvial. A intervenção prevê ainda pavimentação do logradouro, com nivelamento das vias, inserção de mobiliário urbano, rede de distribuição de iluminação pública, sinalização viária e turística, conforme projeto do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Maranhão (Iphan), responsável pelo gerenciamento da obra. A requalificação urbanística da Rua Grande e que também contempla as praças Deodoro e do Pantheon e Alameda Gomes de Castro é realizada com recursos públicos provenientes do Governo Federal, por meio do PAC Cidades Históricas, e foi iniciada em 9 de outubro de 2017. A previsão é de que seja concluída em 8 de março de 2019.

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