Cidades | Risco

Prédio inacabado ainda é usado por estudantes e sem-teto na Cohama

Imóvel, que era de propriedade de empresa de telefonia, deve ter outro uso em breve; estudantes que usavam o prédio para fazer fotos já se desequilibraram e morreram ao cair da estrutura
Thiago Bastos / O Estado 03/10/2018

SÃO LUÍS - Prédio inacabado, sem qualquer proteção, situado ao lado do Elevado da Cohama, e que era de propriedade de uma antiga empresa de telefonia, ainda é usado por pessoas sem moradia fixa e estudantes que promovem reuniões em sua estrutura. Além destes fins, O Estado apurou que o imóvel é espaço para suicídios. Segundo fonte não-oficial, o prédio teria sido incorporado aos bens de uma instituição de saúde do ramo privado da cidade, que deverá usar o espaço para projetos futuros em breve.
Enquanto não há uma finalidade para o imóvel, cidadãos ainda correm riscos e usam as dependências diariamente. O Estado constatou que pelo menos três desempregados usam o segundo piso do local como dormitório. Dois deles, o ex-auxiliar de serviços gerais Marcos Aurélio e o ex-aplicador de fumê Davi Sodré vivem no espaço. Aos 38 anos, Marcos Aurélio afirmou que o prédio é sua moradia há pelo menos seis meses. “Tenho uma filha no Bairro de Fátima que vive com a mãe dela, mas o destino quis que eu fosse viver nas ruas”, disse.
Já Davi Sodré informou que, no domingo (30), uma mulher que aparentava ter aproximadamente 40 anos de idade se matou no local. Nenhuma fonte oficial confirmou a veracidade do caso. De acordo com Sodré, além disso, usuários de drogas usam o prédio como esconderijo. “Vem muita gente aqui usar droga e fumar suas coisas. Eu fico só na minha”, disse.
Além de estudantes e usuários de drogas, o prédio também é usado com frequência para a prática do rapel. No momento, o terreno onde fica o imóvel descaracterizado possui cerca. Em vários trechos, porém, a proteção está danificada. Na segunda-feira (1º), à tarde, estudantes de uma unidade estadual da capital maranhense (quatro, ao todo) estavam no imóvel. Eles não informaram a finalidade da visita ao local.
As vigas que servem como base da estrutura estão corroídas e vários pontos de lixo se espalham pelas partes interna e externa. Além disso, o mato no entorno do prédio está alto, o que pode contribuir para que vire espaço de fuga e esconderijo de assaltantes.

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