Política | Eleições 2018

Pesquisa com assinatura de falecida é denunciada à Polícia Federal no MA

Coligação da ex-governadora Roseana Sarney pede investigação minuciosa do caso envolvendo a empresa Econométrica, diante da gravidade do caso
Marco Aurélio D''Eça - Editor de Política08/09/2018
Pesquisa com assinatura de falecida é denunciada à Polícia Federal no MAEconométrica divulgou pesquisa irregular (Arquivo)

A coligação “Maranhão quer mais”, que tem como cabeça de chapa a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), protocolou na última quinta-feira, 6, uma notícia-crime na Polícia Federal pedindo investigação do caso envolvendo a “pesquisa fantasma” do instituto Econométrica, divulgada no fim da semana passada.

A pesquisa, contratada pela TV Guará, apresentou Flávio Dino com 60% das intenções e voto, mas estava assinada por uma responsável-técnica já falecida.

A revelação acabou levando a TV Guará a retirar os dados do levantamento de suas páginas na internet e de suas redes sociais, além de exigir explicações da empresa, que tem entre seus sócios um funcionário do próprio governo Flávio Dino.

Classificando a pesquisa Econométrica de “Fake Research” (pesquisa fantasma), a notícia crime da coligação e Roseana, assinada por vários advogados, cita também outro instituto, a Exata, que tem como estatístico-responsável – Vitor Emmanuel Bouças da Silva - um funcionário do Tribunal de Justiça do Maranhão. Para a coligação, este fato “possivelmente vicia suas pesquisas”.

O documento da coligação “Maranhão quer mais” colaciona uma série de reportagens de blogs e jornais para fortalecer os argumentos. E apresenta também um vídeo em que um “repórter” fala da notícia fantasma da Econométrica.

O procedimento investigatório da Polícia Federal servirá de base para eventual Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), que também se alimenta de outros fatos já registrados nesta campanha eleitoral.

Flávio Dino sofre nova condenação

e é obrigado a tirar propagada do ar

Tribunal Regional Eleitoral determina a suspensão de inserções em que o comunista abusa de imagens externas sem uso de imagens internas, como exige a legislação eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral decidiu suspender inserções do governador Flávio Dino na propaganda eleitoral de TV. As determinações foram expedidas pelos juízes Clodomir Reis e Alexandre Lopes de Abreu, membros do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), em três decisões distintas contra o comunista.

Em todos os casos, a irregularidade é a mesma: a coligação de Flávio Dino veiculou inserções apenas com as imagens externas, sem a aparição do governador. Caberá à coligação substituir os filmetes ou deixar a tela azul no momento de exibição de sua propaganda.

A Resolução do TSE que trata de propaganda eleitoral em 2018 estabelece que as inserções têm que ter, obrigatoriamente, a presença do candidato.

Ainda segundo a regra, imagens externas só são permitidas se for o próprio candidato expondo realizações de governo, falhas administrativas e deficiências verificadas em obras e serviços públicos em geral e atos parlamentares e debates legislativos. (M.A.D)

Mais

Flávio Dino tem sido o candidato com maior número de condenações eleitorais na campanha de 2018. Além do pagamento de multas, retirada de conteúdo de páginas de internet e suspensão de propaganda política, o comunista já tem até sua inelegibilidade decretada pela Justiça Eleitoral de Coroatá, e só disputa esta eleição amparado em um efeito suspensivo do seu recurso. Diante do número de pequenas ações, Dino deve ser também alvo de grandes aços no pós-eleitoral, com denúncias diretas, inclusive, ao Tribunal Superior Eleitoral.

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