Lançamento

“Camocim” estreia em setembro

Filme pauta dualidade política no interior de Pernambuco em tempos de eleição

Atualizada em 11/10/2022 às 12h29
Documentário fala sobre disputas eleitorais
Documentário fala sobre disputas eleitorais (filme camocim)

SÃO PAULO- "Camocim”, de Quentin Delaroche, é o lançamento de setembro da Sessão Vitrine Petrobras. O longa, que será exibido em salas de cinema de todo o país, mostra a dualidade partidária da cidade de Camocim de São Félix, interior de Pernambuco, em época de eleições. Dois líderes políticos disputam a vaga na Prefeitura enquanto seus cabos eleitorais organizam toda a campanha na cidade.

O protagonismo fica por conta de Mayara Gomes, cabo eleitoral e amiga de César Lucena, candidato a vereador. A jovem de 23 anos luta politicamente por um futuro melhor para sua cidade e para todos que nela habitam. Segundo ela, o filme é importante pois debate as eleições e a visão do que os candidatos podem fazer a favor da população. “Para mim, é muito gratificante participar do filme e ver que o espectador respeita minha forma de dialogar, construir ideias e debater política”, completa.

Para Delaroche, a crise política atual é generalizada. “Acho que hoje é necessário dar voz a uma juventude que não se rendeu. Uma juventude que ainda é um pouco inexperiente, mas que acredita em seu poder de ação sobre o mundo, e que segue lutando por seus direitos”, diz.

O diretor conta ainda sobre o processo de criação de "Camocim". “Foi no ano de 2014 que pisei pela primeira vez em Camocim de São Félix. Fazia uma pesquisa em cidades no interior do Nordeste. Logo me impressionei com presença da política em todas as conversas e como ela rege a vida cotidiana. No município de Camocim, esse aspecto ganhou evidência. Ainda recentemente, as campanhas políticas lá eram a base de sangue, suor e lágrima, literalmente. As numerosas conversas com moradores me faziam arrepiar, tendo a impressão que ouvia uma radionovela de faroeste. Decidi filmar ‘Camocim’ durante a campanha municipal para retratar as relações de poder patriarcais e abordar o processo de modernização do interior do Nordeste”, completa. l

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