Eleições 2018

Ramon Zapata afirma que não há mudança na gestão Flávio Dino

Pré-candidato do PSTU ao Governo do Maranhão rechaçou o título de “governo de esquerda”, à gestão do comunista, eleito em 2014

Ronaldo Rocha da editoria de Política

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h30
Ramon Zapata e colegas na redação de O Estado
Ramon Zapata e colegas na redação de O Estado (Zapata)

O pré-candidato do PSTU ao Governo do Maranhão, Ramon Zapata, afirmou a O Estado, que o governo Flávio Dino (PCdoB) não conseguiu promover qualquer mudança administrativa, política ou social no estado. Para o militante, Dino apenas seguiu modelo de gestão já aplicado por antecessores.

O militante defendeu a deflagração de uma revolução social no estado – liderada pela classe trabalhadora -, em entrevista concedida a O Estado no início da semana, na ocasião da visita de cortesia da pré-candidata da sigla à Presidência da República, Vera Lúcia Salgado.

Para Zapata, Dino não conseguiu promover melhorias para a sociedade maranhense. Ele explicou que não há nada de diferente daquilo com o qual já fizeram, outros ex-governadores.

“Todos os governos anteriores e esse que aí está, empreenderam a mesma política, que é essa política liberal e capitalista. E no capitalismo a essência do capital é o lucro. Então todos governaram no sentido do lucro. Ou seja, o lucro daqueles que não trabalham, que não produzem a riqueza. Esse foi o governo de Roseana, de Jackson Lago, de Zé Reinaldo, de Cafeteira e de Flávio Dino. Todos estão dentro do mesmo conceito”, disse.

O militante também rechaçou o título de “governo de esquerda” à administração Flávio Dino.

“Colocar Flávio Dino como governo de esquerda é complicado. O que se vê é o PCdoB desde o início do governo Lula até o impeachment de Dilma, dentro do governo, conciliando as classes, tentando unir o capital e o trabalho, tanto é que Lula, enquanto presidente da República, tinha como vice José de Alencar, que era um dos maiores empresários do Brasil”, completou.

Para o pré-candidato, o conceito adotado pelas gestões Lula e Dilma, apiadas pelo PCdoB, é inconcebível. “Para nós do PSTU, é impossível a conciliação entre o capital e o trabalho. Esses governos tentam mostrar que é possível fazer essa conciliação, mas na realidade concreta se percebe que é inviável, porque a classe trabalhadora, trabalha, produz, e fica pobre. A classe que não trabalha, fica rica”, pontuou.

Ramon Zapata, afirmou que a sugestão do PSTU à sociedade, é de que haja inversão desse conceito político e econômico atualmente aplicado.

“Nossa sugestão é de que se inverta essa lógica. Ou seja, nós queremos chamar a classe trabalhadora como um todo, homens, mulheres e juventude, para uma grande rebelião, para se confrontar esse modelo que está aí. Esse modelo é injusto e não satisfaz a classe”, disse.

Ele afirmou que a própria classe trabalhadora pode mudar esse cenário. “Se você sair hoje nas ruas e perguntar para a classe trabalhadora se esse modelo serve para, ela vai te dizer que não serve. Porque educação não começa na escola, é anterior a isso. As pessoas sabem como é que são as suas vidas, como é que elas estão vivendo. Saúde pública é precarizada, educação, saneamento não estrutura e infraestrutura. E a classe trabalhadora sabe porque é ela quem está lá, pegando as filas, o transporte superlotado. Acontece que num momento como esse fica um tanto quanto difícil as nossas repostas chegarem porque estamos num sistema eleitoral antidemocrático, viciado. Não temos tempo de televisão, recurso. Por isso é difícil alcançar a todos”, finalizou.

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