Cidades | Fogo

Focos de queimadas aumentam 15% no estado do Maranhão

De acordo com dados do Inpe, mais de oito mil focos de queimadas já foram registrados entre janeiro e junho deste ano; Maranhão é o quarto lugar no país
24/06/2018 às 09h20
Focos de queimadas aumentam 15% no estado do Maranhão Maranhão já registrou número de queimadas considerado alto (De Jesus / O ESTADO)

SÃO LUÍS - O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou no dia 18, uma tabela que faz a comparação do número de queimadas nos estados brasileiros, só neste primeiro semestre. O balanço, realizado no período de 1º de janeiro a 18 de junho, apresenta dados dos últimos sete anos.

Os resultados apresentados pelo Inpe apontam que, só neste primeiro semestre de 2018, o Maranhão já registrou um número de queimadas considerado alto, se comparado aos focos anuais registrados em 2012.

Até o dia 18 deste mês, o Inpe tinha conhecimento de 942 registros de queimadas espalhados pelo estado, com uma alta de 15% se comparado ao total anual de focos registrados em 2017. De 2012 para cá, houve altas e baixas nas incidências de queimadas, tendo sido o número maior atingido de 1.564.

Com um total percentual de 6.7%, o estado do Maranhão ocupa o 4º lugar no ranking dos estados com o maior número de focos de queimadas registrados neste período em que foi realizada a pesquisa do Inpe, sendo de todos os estados do nordeste o único com incidência crescente.

Até o momento, o Brasil ocupa o 3º lugar no ranking de queimadas registradas – divulgado pelo Inpe – só neste primeiro semestre de 2018. Foram identificados 13.995 (20.7%) focos em todo o território nacional

Queimadas

Os focos de queimadas destroem milhares de hectares dos ecossistemas no mundo, afetando a saúde das populações com grandes prejuízos econômicos e ambientais sem precedentes.

No Brasil, o fogo ainda é bastante utilizado no manejo de pastagem e na “limpeza dos terrenos” para a agricultura tradicional, sendo uma forma rápida e barata de reduzir a biomassa, estimular a rebrota de forragem para a pecuária, diminuir as pragas e remover os remanescentes agrícolas.

Porém, no período seco, a vegetação está mais suscetível, e a queimada mesmo sendo feita de forma controlada pode tomar proporções desastrosas, atingindo áreas de vegetação nativa, matando animais silvestres e até mesmo avançando sobre áreas rurais e urbanas

Número

942 registros de queimadas espalhados pelo estado ate dia 18 deste mês

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