Estado Maior

O preço da demora

22/06/2018

Uma das características da Justiça no Brasil - já adotada pelo brasileiro - é a morosidade. Uma ação pode levar anos e anos para ser decidida definitivamente.
A Justiça Eleitoral tem a fama de ser mais célere para garantir que a vontade popular seja preservada. No entanto, esta rapidez nem sempre é exercida.
Às vezes, demora para tomar certas decisões e por isso a representação popular acaba sendo prejudicada. Um exemplo mais recente é o caso de Bacabal. Somente após quase dois anos do resultado das eleições de 2016, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) colocou fim a um imbróglio judicial que envolvia o ex-prefeito Zé Vieira (PP).
O pleno do TSE decidiu, por unanimidade, que o pedido de registro da candidatura de Vieira está indeferido e, com isto, seus mais de 20 mil votos foram anulados.
Só que esta decisão veio muitos meses após a eleição e Zé Vieira chegou a assumir e comandar a Prefeitura de Bacabal mesmo sendo ele condenado por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito.
E depois da população do município, talvez o mais atingido seja o deputado Roberto Costa (MDB), segundo colocado no pleito de 2016, que agora terá que decidir se concorre novamente a prefeito de Bacabal ou se optará pela reeleição à Assembleia.
O deputado acredita que a eleição suplementar em Bacabal ocorra somente no próximo ano. Se for assim, ele poderá concorrer à reeleição sem problemas. Mas se a Justiça Eleitoral decidir fazer o pleito da cidade no mesmo dia das eleições gerais de outubro, Costa terá que decidir.

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