Cerco fechando

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h31

O que saiu das ações e representações de partidos políticos, lideranças e cidadãos maranhenses contra o governador Flávio Dino (PCdoB) e seus aliados políticos pode ser classificado como um compêndio.
Trata-se de um compêndio de tudo o que não se deve fazer em uma campanha eleitoral, para o bem da democracia e da liberdade.
As 13 denúncias feitas contra o comunista e seu grupo - ações, representações e pedidos de investigações - formam um arcabouço digno de estudo jurídico, porque levarão, fatalmente, a um posicionamento claro da Justiça Eleitoral, se não agora, pelo menos nos próximos anos.
As ações de investigação judicial eleitoral que começarão a surgir a partir das primeiras semanas da campanha propriamente dita, chegarão mais cedo ou mais tarde ao Tribunal Superior Eleitoral.
A princípio, o que se lê nesses documentos, deve ser chamado de “suspeitas”, mas já documentados, registrados e comprovados por fotos, declarações, vídeos, e até confissões abertas de culpa.
E é por isso que se pode afirmar que o cerco está se fechando contra o governo comunista e sua turma. Eles terão, brevemente, de explicar aos tribunais superiores. Se é que ainda têm o que explicar.

Mordaça
O governador Flávio Dino já chamou seus adversários até de “demônios”, com ampla cobertura de sua mídia alinhada.
Mas o mesmo Dino que agride diariamente as pessoas, não quer que os adversários respondam à altura à sua postura autoritária.
Chamado de “ditador” por Roseana Sarney (MDB), Maura Jorge (PSL) e pelo Simpol, Dino cassou na Justiça Eleitoral o direito de expressão desses adversários.

Censura
A decisão da Justiça Eleitoral em favor de Flávio Dino é um atentado à liberdade por cassar o direito de expressão do próprio cidadão.
É como se um adversário do presidente Michel Temer o chamasse de “golpista” e um juiz proibisse que esse adversário voltasse a se manifestar.
Na liminar do TRE-MA, não apenas os adversários estão proibidos de usar certos termos contra o governador como a própria imprensa está proibida de dar cobertura a essas expressões.

Pulando fora
O governador Flávio Dino passou todo o fim de semana tentando jogar a culpa da crise dos combustíveis no governo Michel Temer.
Mas escondeu da opinião pública que ele próprio quase que dobrou o ICMS de diesel e gasolina.
Numa tentativa de debelar a crise, o Governo Federal propôs aos governadores que reduzissem a alíquota do ICMS, mas Flávio Dino se recusou peremptoriamente.

Duas posturas
Enquanto o governador Flávio Dino se utilizava politicamente da crise, seu aliado Edivaldo Júnior (PDT) agia para resolver o problema.
O prefeito de São Luís tentou negociar o desbloqueio da entrada da cidade e, não conseguindo, foi à Justiça para garantir a desobstrução.
Seu aliado comunista, no entanto, parecia agir em favor do “quanto pior, melhor”, com objetivos meramente eleitorais.

Mais graves
As 13 ações, representações e denúncias contra o governo Dino e seus aliados devem se transformar em ações maiores a partir do início da campanha propriamente dita.
As pequenas infrações e supostos crimes já registrados servirão de base para Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aime) ou Ações de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime).
São as AIMEs e AJEs que resultam, fatalmente, em cassação de mandatos e anulação de pleitos comprovadamente viciados.

Ruim para todos
A crise dos combustíveis não atingiu apenas o cidadão comum no fim de semana.
Viaturas policiais, carros de fiscalização do trânsito e até ambulâncias tiveram movimentação restrita por causa da falta de óleo diesel, gasolina e alcool.
Na sexta-feira foi comum ver viaturas da SMTT e da Polícia Militar em gigantescas filas em postos de combustíveis em busca de abastecimento.

DE OLHO

R$ 60 milhões É quanto deve usar em 2018 a Secretaria de Comunicação do governo Flávio DIno, comandada por Edinaldo Neves, disseminador de fake news.

E MAIS

• Enquanto se recusa a diminuir o ICMS dos combustíveis, o governo Flávio Dino divulga notícia falsa de que no Maranhão, a gasolina tem o menor imposto do país.

• Ele se baseia em uma informação divulgada em mídia nacional, mas baseada em dados encaminhados pelo próprio Palácio dos Leões.

• A falta de produto nos postos de combustíveis deixou o fim de semana do maranhense menos festivos, com bares, restaurantes e locais de festas vazios; alguns eventos foram cancelados.

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