Força no Senado

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h31

A chegada da candidatura do senador Edison Lobão (MDB) e do deputado federal Sarney Filho (PV) na disputa pelo Senado põe as duas lideranças em condição de favoritos. Tanto Lobão quanto Sarney Filho têm sucessivos mandatos eleitorais com ampla votação, reunindo potencial para mais de um milhão de votos. Derrubar esse cacife é missão árdua para qualquer um, sobretudo para aqueles sem o lastro necessário para uma disputa como é a corrida senatorial.
Lobão tem pelo menos três mandatos de senador, foi governador do estado, ministro e é conhecido em praticamente todos os cantos do Maranhão. Igualmente ex-ministro, Sarney Filho tem nada menos que 40 anos de mandatos sucessivos, sem nunca ter perdido uma eleição no Maranhão.
No grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) estão dois estreantes em disputas deste nível - os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) - ambos abertamente carecendo da estrutura do governo para se viabilizar nas pesquisas, o que ainda não ocorreu. Num outro campo da oposição, está o também ex-governador e também ex-ministro José Reinaldo Tavares (PSDB), que navega em uma chapa sem muita identidade pessoal com seu projeto, que acabou sendo rejeitado pelo governo comunista. Na outra ponta, outro jovem deputado, Alexandre Almeida (PSDB), espécie de franco-atirador na corrida - e que pode acabar surpreendendo, ainda que não se eleja, ganhando musculatura estadual.
A corrida pelo Senado - que é de chegada e não de partida - ganha ares de maior importância, portanto, com a presença de Lobão e Sarney Filho. E é em torno deles que deve girar todo o debate eleitoral.

Duas rodadas
A presença da ex-governadora Roseana Sarney na disputa pelo Governo do Estado dá uma certeza absoluta ao pleito: o de que haverá segundo turno.
Por mais que a mídia alinhada ao Palácio dos Leões insista com os fake news em torno do governador Flávio Dino, é improvável imaginar a ex-governadora com patamares inferiores ao do comunista.
Além do que, os demais candidatos também tendem a crescer significativamente no decorrer da campanha.

Isolado
O deputado estadual Eduardo Braide (PMN) começa a perder importância no debate sucessório do Maranhão à medida que vai se aproximando o prazo de convenções.
Ausente do debate e sem perspectiva de partidos consistentes, Braide se isola em seu PMN.
E o isolamento pode levar à decisão de não concorrer ao governo, mas a deputado federal, o que, para muitos, é outro equívoco.

Outro caminho
A deputada federal Luana Costa, recém-filiada ao PSC, esteve na reunião da ex-governadora Roseana Sarney (MDB).
A parlamentar chegou a defender a aliança do partido com Eduardo Braide, mas não viu avanço nas articulações do deputado.
Para o ex-prefeito Ribamar Alves, marido da deputada, a presença na reunião foi um sinal de “estamos todos juntos contra o tirano”.

Outro nome
Também é significativa a presença do ex-deputado Ricardo Murad na disputa pelo Governo do Estado.
Do lato do seu PRP, ele tem feito forte movimento na pré-campanha, com ações sucessivas contra o governo comunista que podem levar a graves ações judiciais, até mesmo no pós-eleições.
Mas há quem defenda Murad na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, como puxador de votos, viabilizando a eleição de chapa poderosa na oposição.

Insistente
O deputado federal Waldir Maranhão não se emenda e continua reunindo aliados e se apresentando como pré-candidato ao Senado.
Mas ele já recebeu do PSDB, seu atual partido, a decisão de que os candidatos da legenda ao posto são José Reinaldo Tavares e Alexandre Almeida.
Maranhão está, portanto, em clara infidelidade partidária dentro do ninho tucano.

Senadores
A pré-candidata do PSL ao governo, Maura Jorge, tem pelo menos cinco nomes a escolher para a disputa pelo Senado.
Os mais “reluzentes” são o atual suplente de senador Pastor Bel e o ex-deputado estadual Wagner Pessoa, que já se apresenta como tal a aliados.
Na lista de possibilidade de Maura está também o médico Alan Garcêz, do time do presidenciável Jair Bolsonaro.

DE OLHO

R$ 2,2 bilhões É o total de recursos que Roseana deixou para Flávio Dino realizar obras estruturantes, mas, quatro anos depois, o comunista não apresenta uma obra sequer desta natureza.

E MAIS

• A mídia alugada pelo Palácio dos Leões para promover a campanha do comunista Flávio Dino começa a enfrentar revezes na Justiça Eleitoral.

• Essas decisões liminares da Justiça Eleitoral podem levar à aplicação de multas pesadíssimas, o que pode inviabilizar financeiramente quem se submete às vontades do governador.

• Os partidos da ultraesquerda maranhense permanecem em uma espécie de silêncio sobre a corrida eleitoral, o que é inédito na história recente.

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