É só comparar

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h31

Diante das invenções quase diárias da mídia alinhada ao governo Flávio Dino (PCdoB) – que tenta, de todas as formas, afastá-la da disputa eleitoral de outubro –, a ex-governadora Roseana Sarney mostrou-se pronta, ontem, para encarar mais uma batalha política. “Eu vou para cima”, resumiu ela, em um discurso recheado de críticas à gestão comunista.
Roseana é, por si só, uma candidata que polariza qualquer eleição, com seus índices de voto sempre acima dos 35%. É, portanto, um nome capilarizado em todo o Maranhão e que sai sempre na dianteira em qualquer disputa.
E a reunião de ontem, com as lideranças do seu grupo político, só mostrou esta força político-eleitoral. Força que se soma à alta rejeição ao governador Flávio Dino, que tende a aumentar durante a campanha.
No discurso, dela e dos aliados, ficou a tônica do que será a crítica ao comunista, que destruiu a economia do Maranhão, gerou mais miséria no estado, arrochou a classe trabalhadora, perseguiu funcionários públicos de várias categorias e abandonou a classe empresarial com política de juros e impostos cada vez maiores. Sem falar na falta de obras estruturantes no Maranhão.
O que ficou claro na reunião é que Roseana fará questão de polarizar a disputa com Dino, comparando as suas gestões com a dele, em todos os aspectos, da saúde à infraestrutura, passando pela economia, cultura e turismo, tudo o que foi afetado nos quatro anos de mandato comunista. E é exatamente isso que ela pedirá ao eleitor: que compare o Maranhão de ontem e o Maranhão de hoje.

Segundo turno
A reunião convocada por Roseana foi uma demonstração de que a disputa no Maranhão será mesmo polarizada.
A ex-governadora contou que os números de levantamentos qualitativos apontam para uma disputa acirrada, com provável disputa em dois turnos.
E alertou os aliados para que denunciem os eventuais crimes eleitorais praticados pelo comunista que ora ocupa o Palácio dos Leões.

Falta um
Com a definição da candidatura de Roseana Sarney, apenas o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ainda tem a candidatura ao governo em dúvida.
Toda semana o parlamentar diz que terá novidades, mas o tempo vai passando sem que ele defina seu plano para as eleições de outubro.
Mesmo o PSC, que chegou a discutir aliança com o PMN, já começa a achar que o parlamentar estará fora da disputa.

“Coisa ruim”
Um dos mais duros discursos contra Flávio Dino na reunião de Roseana Sarney foi o do prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Rodrigues.
Afirmando que nunca tinha votado na família Sarney, o prefeito disse que mudou de ideia porque “Flávio Dino é o que há de pior no Maranhão”.
Lahésio disse que o comunista persegue a população de São Pedro dos Crentes apenas por causa de sua postura crítica em relação ao governo.

Todos lá
Além de senadores, deputados federais e estaduais, Roseana reuniu em sua casa representantes de todos os 217 municípios maranhenses.
São prefeitos e ex-prefeitos, muitos dos quais decepcionados com a promessa de mudança pregada por Flávio Dino em 2014.
Há entre essas lideranças, inclusive, membros do próprio PCdoB que não rezam na cartilha de Flávio Dino.

Desmentido
Cada vez mais nervoso diante dos números que desmentem seu governo, o comunista Flávio Dino tem pressionado sua equipe de comunicação.
Ele quer fortalecer o discurso de eficiência na gestão e tenta evitar divulgação de números que o contrariem.
O problema é que os constantes levantamentos e estudos de institutos e instituições de respeito só reafirmam o fracasso do governo comunista.

Outro golpe
A nomeação do filho do empresário Dedé Macedo para a Secretaria do Trabalho é uma tentativa de Flávio Dino minar a candidatura do ex-padrinho José Reinaldo Tavares.
Os Macedo estavam articulando apoio ao projeto senatorial de Tavares, inclusive com participação na chapa.
Mas a entrada de Hernando Macedo na secretaria o torna inelegível nessas eleições.

DE OLHO

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E MAIS

• Em relação à presença do secretário estadual de governo, Antônio Nunes, na palestra do ministro Luiz Barroso, ele esclarece à coluna sua saída antecipada.

• Segundo Nunes, o fato se deu em razão de embarque para outro compromisso, fato antecipadamente sinalizado ao Cerimonial do evento.

• Repercutiu mal a postura do secretário de Direitos Humanos, Chico Gonçalves, em relação aos africanos resgatados de um barco na costa maranhense.

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