Cidades | RISCO DE DESLIZAMENTO

23 moradias já foram interditadas na capital

Do total embargado pela Defesa Civil, apenas uma residência foi desocupada; orientação para a saída dos imóveis é feita com equipe de assistência social
Robert W. Valporto / O Estado11/04/2018
23 moradias já foram interditadas na capitalResidências localizadas em área de risco de deslizamento na Vila Dom Luís, na área Itaqui-Bacanga (Diego Chaves / O Estado)

A Defesa Civil de São Luís interditou 23 residências por estarem em áreas consideradas de risco. Porém, a maior parte dos moradores continua ocupando os imóveis, mesmo com o risco de desmoronamento ou deslizamento, o que tem exigido uma atuação mais intensa do órgão.

A maioria das residências interditadas estão localizadas na região Itaqui-Bacanga, segundo a Defesa Civil onde há grande número de casas em pontos perigosos e os moradores insistem em permanecer.

Muitos desses moradores que não desocuparam a residência, mes­mo com o risco de deslizamento, alegam não ter para onde ir. Sendo assim, a Defesa Civil intensifica o trabalho de convencimento, bem como oferece, em parceria com os demais órgãos de assistência social da Prefeitura e entidades, o apoio necessário para saírem.

“O nosso trabalho nessas regiões é constante. Voltamos às casas mesmo que já tenhamos passado outrora para o convencimento, com psicólogos e demais parceiros, para ajudá-los a sair dos locais. Só que as pessoas precisam entender apenas que precisarão seguir depois, com ‘suas próprias pernas’, que haverá o apoio para sair, mas que precisam se organizar, após isso”, disse Elitânia Barros, superintendente da Defesa Civil de São Luís.

Segundo a superintendente, na próxima sexta-feira haverá uma ação do órgão para tentar convencer os moradores que continuam residindo em áreas de risco. “Uma equipe de profissionais estará nessas áreas na sexta-feira, tentando convencer essas pessoas a deixarem esses imóveis que estão em risco. Elas podem ir para a casa de um amigo ou familiar, pelo menos durante a estação chuvosa”, enfatizou Elitânia Barros.

SAIBA MAIS

Este ano, dois pontos que não apresentaram risco anteriormente chamaram a atenção da Defesa Civil, que passou a fiscalizar imóveis instalados na região central de São Luís e no São Francisco.
Um dos principais fatores para que essas áreas estejam em risco é a interferência humana, uma vez que muitos cortam as bases das barreiras, o que põe em risco tanto quem mora em cima, quanto embaixo, que podem ser vítimas de deslizamentos de terra, sobretudo após chuvas.

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