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Procura por vacina contra meningite é intensa em postos de saúde de SL

Com as mortes causadas pela doença na capital maranhense, muitas pessoas se interessaram em tomar a vacina; profissionais da Saúde só são autorizados a aplicar no grupo prioritário
Daniel Júnior / O Estado10/04/2018
Procura por vacina contra meningite é intensa em postos de saúde de SLApenas o público prioritário recebe imunização contra meningite na rede pública de saúde de São Luís (Biné Morais / O ESTADO)

Após a morte de quatro pessoas em São Luís vítimas de meningite, aumentou a procura pela vacina contra a doença. Porém, os profissionais da Saúde estão autorizados a aplicar apenas no grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde, formado por crianças com até 4 anos e crianças e adolescentes de 11 a 14 anos.

“Temos vacinas contra meningite disponíveis aqui no posto, mas a autorização é apenas para aplicar no público prioritário. Muita gente de todas as idades tem procurado. Quem não fizer parte do grupo só consegue vacina contra a meningite na rede pública se apresentar uma prescrição médica”, explicou um profissional da Saúde, que preferiu não se identificar.
A população encontra a vacina contra a meningite disponível na rede particular de saúde. O Estado fez o contato com uma clínica no Cohajap, e constatou que existem dois tipos de vacinas, que custam R$ 300,00 e R$ 570,00.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus), não há surto de meningite na capital, pois os casos da doença registrados nos últimos dias não têm relação temporal, de idade, de população ou geográfica, entre si. A Semus ainda informou que está realizando um trabalho permanente, por meio da Coordenação de Vigilância Epidemiológica, com ações de investigação e controle, incluindo a quimioprofilaxia, que é a aplicação de antibiótico em comunicantes (pessoas que tiveram contato prolongado com os pacientes que apresentaram a doença).

A secretaria ressaltou ainda que a rede municipal de saúde está abastecida com a vacina meningocócica C conjugada, destinada a crianças de três meses a quatro anos, e adolescentes de 11 a 14 anos, grupo prioritário definido pelo Ministério da Saúde. E que está acompanhando todos os casos de meningite registrados para as imediatas e necessárias ações de controle, e reforça que não há motivo para pânico.

A Semus também frisou que estabelecimentos de saúde públicos e privados devem estar atentos para fazerem a notificação imediata de casos suspeitos, e se necessário, buscar orientação junto à equipe técnica da Superintendência de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.

Quatro casos registrados
O detento Moisés Oliveira Lima, de 24 anos, morreu no Socorrão II no dia 31 de abril vítima de meningite. Ele estava preso na Unidade Prisional de Ressocialização São Luis 03 UPRSL 3. Segundo informações, ele teria sido retirado da cela, colocado no isolamento e no dia seguinte foi levado para Hospital Socorrão II. Já sem reação, levaram para o Hospital Socorrão I onde veio a óbito.

No dia 11 de março, a vítima foi a jovem Taynara Sousa dos Santos, de apenas 16 anos. Ela faleceu na Unidade de Pronto Atendimento da Cidade Operária (UPA), em São Luís. A jovem era aluna da Escola Estadual Pedro Álvares Cabral, no Jardim América, e dois dias antes de falecer ainda mantinha suas atividades na unidade de ensino. Na ocasião, uma professora da jovem percebeu que a adolescente não estava bem.

Em fevereiro, veio a falecer o estudante Lucas Gabriel, de 23 anos. Em seguida, foi a jovem Deborah Sales, de apenas 17 anos. Em nota, a SES confirmou as duas mortes, frisando que os pacientes “receberam atendimento na UPA do Vinhais e Unidade Mista do Bequimão”.

Em nota, a SES confirmou as duas primeiras mortes, frisando que os pacientes “receberam atendimento na UPA do Vinhais e Unidade Mista do Bequimão”. Segundo a pasta estadual, após o atendimento inicial, ambos apresentaram melhora no quadro clínico e foram liberados, em seguida. Ao retornarem para suas casas, os pacientes tiveram piora considerável de seus quadros e foram encaminhados para hospitais particulares da capital maranhense, onde houve a confirmação da meningite, em ambos os casos, com base nos critérios de “definição de casos suspeitos”.

SAIBA MAIS

O que é Meningite?
A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro. Existem diversos tipos de meningite, e para cada um deles há causa e sintomas específicos.
A meningite viral pode ser causada por diversos tipos de vírus e é a forma mais comum e menos perigosa de meningite, pois muitas vezes nem exige tratamento. Os vírus causadores da meningite podem ser transmitidos via alimentos, água e objetos contaminados e são mais comuns entre o fim do verão e o começo do outono.
Meningite bacteriana é a mais grave de todas. Ela ocorre geralmente quando a bactéria entra na corrente sanguínea e migra até o cérebro. Pode acontecer, também, de a doença ser desencadeada após uma infecção no ouvido, fratura ou, mais raramente, após alguma cirurgia. Existe mais de uma bactéria capaz de transmitir a doença.

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