O vice de cada um

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h32

Faltando pouco mais de quatro meses para o fim das convenções partidárias - e sete dias para fechamento da janela de filiações -, os pré-candidatos a governador do Maranhão ainda mantêm esfriado o debate sobre a composição de suas chapas, notadamente no que diz respeito ao candidato a vice-governador. Nem mesmo o comunista Flávio Dino, que ora ocupa o Palácio dos Leões, estimula essa discussão agora, diante das pressões que sofre pela composição.
A ex-governadora Roseana Sarney também não entrou ainda no debate sobre seu companheiro de chapa, embora já se saiba que ela gostaria de alguém com perfil mais jovem, sobretudo por já ter definido sua chapa de candidatos a senador. Mas a pré-candidata só quer abrir esse debate a partir de julho, quando começará o prazo das convenções.
Dos pré-candidatos já anunciados, apenas Eduardo Braide (PMN) já acenou com um vice, o ex-candidato a prefeito de Imperatriz Ribinha Cunha (PSC). Mas, além de não ter a certeza da composição, Braide tem incertezas da própria candidatura, diante do tamanho diminuto de sua legenda.
O senador Roberto Rocha (PSDB) e a ex-prefeita Maura Jorge (Podemos) igualmente não discutem composição de chapa. O primeiro porque ainda tem dificuldade na montagem de alianças; ela porque espera definição do grupo do presidenciável Jair Bolsonaro.
Já o pré-candidato Ricardo Murad, apesar de ter lançado Plano de Governo ainda em dezembro, também não se definiu pela corrida, sobretudo pelo fato de que seu grupo político prefere vê-lo na disputa por vagas na Assembleia Legislativa.

Eleitoreiro
O governador Flávio Dino encontrou uma forma sorrateira de liberar recursos a municípios aliados sem levantar suspeitas da Justiça Eleitoral.
Como não consegue liberar os convênios de 2018, está entregando aos prefeitos convênios ainda de 2014, quando nem era governador.
Mais uma ação claramente eleitoreira a olhos vistos, diante da Justiça Eleitoral e do Ministério Público.

Racha
O deputado federal Waldir Maranhão articulou-se com alguns dos dirigentes petistas dispostos a peitar o governo Flávio Dino em troca de espaços de poder.
Mas esqueceu de combinar com os dois presidentes do partido: Augusto Lobato, que comanda o diretório estadual, e Honorato Fernandes, do diretório de São Luís.
Os dois são vinculados umbilicalmente e já comunicaram publicamente que não querem Maranhão no PT.

Banho-maria
Flávio Dino vai usar os petistas ligados a ele para postergar a filiação de Waldir Maranhão e inviabilizar sua candidatura ao Senado.
O parlamentar tem até o dia 7 de abril para ter sua filiação homologada e se tornar apto à disputa eleitoral, mas precisa do “Ok!” da direção partidária.
Se não obtiver esta autorização, terá de buscar nova legenda, já sem poder de fogo para negociar com o comunista.

Dois caminhos
O senador Roberto Rocha (PSDB) e o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) entraram numa espécie de disputa cega pela filiação do ex-governador José Reinaldo Tavares.
Tavares deixou o grupo de Flávio Dino gritando aos quatro cantos que apoiaria Eduardo Braide para o governo.
Mas começou a se encantar com a possibilidade de ser candidato a senador pelo PSDB, mesmo com a antipatia que nutre por Rocha.

De saída
Depois de declarar apoio à candidatura de Jair Bolsonaro a presidente, a ex-prefeita Maura Jorge deve deixar o Podemos, que tem Álvaro Dias como candidato.
Ela deve se filiar ao mesmo PSL de Bolsonaro, mantendo, mesmo assim, vínculo com o partido de Álvaro Dias.
Isto porque tem o apoio incondicional do deputado federal Aluisio Mendes, um dos líderes do Podemos.

Bolsomínions fora
Com a adesão de Maura Jorge a Bolsonaro, os chamados bolsomínions - antigos aliados dele no Maranhão - perdem força no palanque eleitoral.
O médico Alan Garcêz, que tentava viabilizar uma candidatura ao Senado, vai ter de negociar com a própria Maura Jorge.
Com relação ao coronel Ribamar Monteiro, já nem se fala mais em sua anunciada candidatura a governador.

DE OLHO

R$ 16 milhões É o valor de uma das cargas de uísque e cigarros em poder da quadrilha de contrabandistas denunciada ontem à Justiça Federal pelo MPF.

E MAIS

• Os comunistas detestaram a declaração de apoio do prefeito Luis Fernando Silva ao deputado Hildo Rocha, cuja reeleição o Palácio dos Leões tenta impedir.

• Assim como PSTU e PSOL detestam ser chamados de “ultraesquerda”, os aliados de Bolsonaro odeiam a expressão “bolsomínions” para designá-los.

• Embora acene para o PT maranhense, Flávio Dino já participa de reuniões nacionais para viabilizar a candidatura de Ciro Gomes como alternativa a Lula.

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