Cidades | Força da natureza

Maré alta desgasta o cais no município de Raposa

Pescadores, comerciantes e moradores exigem que seja realizada obra para amenizar o impacto da força do mar; um muro de proteção que freava a velocidade da água quebrou, e casas são invadidas
Daniel Júnior / O Estado17/03/2018

Raposa - A maré alta está causando erosão no Cais da Raposa, na Grande São Luís. Pescadores, comerciantes e moradores do entorno se sentem prejudicados devido à ação da natureza e exigem uma obra para amenizar a situação. Um muro que freava a velocidade do mar quebrou, e residências são invadidas pela água.

Comerciante há 10 anos nas proximidades da maré, Francisca Maria Carvalho, de 58 anos, fica apreensiva com a força da água. Quando acontece a inundação, eu não trabalho. Só depois que a maré seca eu volto. Tenho medo, porque a água vem muito forte e quebra no teto do estabelecimento. Tem de ser colocada uma grade aqui para abrir o canal e diminuir a enchente", sugeriu.

A plataforma que possibilita a visualização melhor do mar está deteriorada devido à ação da água. Tábuas quebraram. Pescadores enfrentam dificuldades para trabalhar, pois acabam perdendo seus materiais. "Quando a maré está cheia, nós, pescadores de anzol, não conseguimos trabalhar, porque perdemos os materiais. Só voltamos quando a maré está mais calma", relatou o pescador Ruan Costa Moraes, de 18 anos.

Depois que um muro, que frea­va a velocidade da água, quebrou, o estabelecimento comercial de Jacenilde Saraiva, de 50 anos, foi invadido pela água. "É complicado quando a maré enche e agora está pior, depois que esse muro quebrou. A água invade tudo. O freezer queimou e tivemos de fazer reparos", ressaltou Saraiva.

"Nunca havia entrado água na minha casa e nem na do meu filho, que fica ao lado, mas agora entra, porque esse muro quebrou. Estou muito triste, porque não queria me mudar, mas meus filhos estão com medo e querem me tirar daqui", lamentou a aposentada Maria Alzita Dias Sousa, de 80 anos.

A Prefeitura de Raposa foi contatada, mas até o fechamento desta edição não respondeu aos questionamentos.

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