Cidades | Estragos

Chuvas intensas provocam estragos e transtornos em São Luís

Estabelecimentos comerciais ficaram ilhados ou inundados, e o trânsito ficou mais lento do que o normal
16/03/2018 às 20h07
 Chuvas intensas provocam estragos e transtornos em São Luís

SÃO LUÍS - A chuva forte que caiu durante a manhã de on­tem, 14, em São Luís, resultou em diversos pon­tos de alagamentos e congestionamentos em ruas e avenidas da capital. O fluxo de veículos ficou mais lento do que o normal e muita gente encontrou dificuldade de locomoção. Estabelecimentos comerciais ficaram ilhados, ou alagados, e empresários amargaram o prejuízo.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão para hoje é de mais chuva. A temperatura máxima é de 32°C, podendo declinar até 24°C. A Avenida Beira-Mar ficou alagada e intrafegável. Não era possível visualizar a praça que foi re­cém-inaugurada naquela área. O Estado encontrou dois carros boiando na avenida. Nas ruas transversais, como a Ribeirão e Travessa 28 de Setembro, era impossível trafegar. Ilhados, comerciantes das avenidas Castelo Branco, no São Francisco, e na Guaxenduba, no Centro, precisaram fechar as portas de seus estabelecimentos ou suspender as atividades, por não terem condições de trabalhar.

Ônibus quebrou na área do Mercado Central/]“Esse problema já está há muito tempo. Qualquer chuva, entra água em todas as lojas. Falta limpeza urbana. Muita sujeira nos bueiros. A Prefeitura não limpa. Qualquer chuva, nós, comerciantes, já ficamos no desespero”, explicou Edmilson Garcia, gerente de uma loja de produtos de pesca na Avenida Guaxenduba, uma das vias de acesso ao Mercado Central, que estava intrafegável, devido à água acumulada. “É lamentável essa situação. Todos nós, empresários, sofremos como isso. Já são 11h e não conseguimos trabalhar. Molha os nossos equipamentos, e ficamos no prejuízo”, relatou o empresário Jaime Cruillas, empresário de uma loja de manutenção de equipamentos elétricos, localizada na Avenida Guaxenduba.

Alguns carros e ônibus ousavam circular na Guaxenduba, mas um coletivo quebrou no meio da via, e os passageiros, indignados com o transtorno, gritavam palavras co­mo “A cidade do futuro”, “Pagamos impostos para viver nessa situação”. Um ônibus também quebrou na Avenida Vitorino Freire, que estava com um grande acúmulo de água.
Com a chuva nas vias, o trânsito no entorno da Praça Deodoro, no Centro, ficou congestionado. Uma longa fila de ônibus se formou na Rua Rio Branco.

Água subiu muito na área do Mercado Central/]Os motoristas que trafegavam na Avenida dos Franceses, no sentido Centro, tiveram de ter paciência, pois o trânsito apresentou lentidão durante toda a manhã. A ou­tra alça viária, no sentido bairros, estava com o trânsito normal. As ruas do bairro Santo Antônio ficaram parcialmente alagadas e se tornaram obstáculos para quem trafegava a pé.

Para se proteger da chuva, quem aguardava um transporte coletivo se amontoava nos pontos de ônibus, que estavam lotados. O Estado registrou paradas cheias de pessoas nos bairros Alemanha, Monte Castelo e também no Centro. Desembarcar do coletivo era outro sufoco, pois a água da chuva escorria, velozmente, pelo meio fio.

No Caminho da Boiada a água também ase acumulou na via/]“Vim do bairro Anil para o meu trabalho aqui no Centro. O Facebook me avisou que eu iria me molhar, porque iria chover, mas eu não pensava que seria tão forte. Quan­do eu estava dentro do ônibus começou a chuva intensa. Nem o guarda-chuva adiantou. Agora, es­tou esperando a chuva passar um pouco para seguir para o trabalho”, ressaltou a contadora Cláudia Lo­pes, de 45 anos, que estava embaixo de um barraca na Praça Deodoro, tentando não se molhar.

Sobre o acúmulo de água na Avenida Guaxenduba, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informou, em nota, que foi construída rede de drenagem na região e que a limpeza e manutenção dessa área é feita de maneira contínua. Porém, em todas as ocasiões é retirado das galerias um expressivo volume de lixo, inclusive restos de construção civil. A Semosp pede a colaboração da comunidade, para evitar jogar lixo nas ruas e encostas e, dessa forma, os transtornos decorrentes do período chuvoso sejam minimizados.

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