Eleições 2018

Roseana pede apoio da militância e avisa: “eles jogam baixo”

Ex-governadora concluiu primeira etapa de caravana pré-eleitoral com eventos para a militância na Região Tocantina

Gilberto Léda

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h32
Ela defendeu, ainda, a experiência do seu grupo político, retratada na formação da chapa majoritária.
Ela defendeu, ainda, a experiência do seu grupo político, retratada na formação da chapa majoritária. (roseana)

IMPERATRIZ - No terceiro dia da primeira etapa da sua caravana pré-eleitoral pelo interior do Maranhão, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) voltou criticar o governador Flávio Dino (PCdoB).

Em Imperatriz, ao lado dos pré-candidatos a senador Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV), do prefeito Assis Ramos (MDB) e de vários aliados, a emedebista pediu apoio dos líderes políticos e da militância porque “eles [comunistas] jogam baixo”.

A ex-governadora também citou o que considera casos de perseguição do governador.

“Nós vamos lutar, mas nós precisamos de vocês. Precisamos dos aplausos? Precisamos. Mas nós precisamos da luta. Não vai ser fácil essa eleição. Essa eleição é difícil porque eles jogam baixo. Ele é perseguidor, ele continua perseguindo o pequeno empresário, ele continua perseguindo aquela pessoa que comprou sua moto com dificuldade para ir trabalhar, ele continua perseguindo o pequeno trabalhador rural. Enfim, vocês sabem como ele é. Se não é do jeito comunista dele, não é aprovado”, disse.

Ao citar o Partido Comunista da China, ela destacou uma emenda constitucional que permite ao atual presidente do país asiático, Xi Jinping, permanecer no cargo por tempo indefinido. A emenda foi aprovada ontem pelo parlamento.

“Não queremos essa ditadura aqui”, destacou.

Volta – Durante seu pronunciamento, a ex-governadora relatou “satisfação” ao ser abordada, nos últimos meses, por eleitores pedindo sua volta ao comando do Estado.

"Qual não foi a minha satisfação e a minha emoção, depois de quatro anos, eu olhar, quando as pessoas me viam, o sorriso nos lábios, e dizendo: 'volta, Roseana. Nós estamos com saudade de ti'. Então, eu balancei", declarou.

Para ela, a disputa eleitoral será uma “batalha” a ser enfrentada por seu grupo. "Nós vamos enfrentar essa batalha. E podem ter certeza de que nós não temos medo de sair às ruas, não temos medo de andar entre o povo maranhense. Nós não temos um barrigão para ficar nos inchando por aí. Nós somos pessoas humildes, somos pessoas que temos coragem de vir aqui e pedir, humildemente: queremos a ajuda de vocês, nós não somos autossuficientes, de jeito nenhum, nós precisamos de vocês", comentou.

Ela defendeu, ainda, a experiência do seu grupo político, retratada na formação da chapa majoritária.

"A nossa pré-chapa vocês já conhecem. Aí muita gente diz assim: ah, mas é uma chapa que já e muito conhecida'. Eu digo: gente, vocês querem uma chapa como a outra, só de jovem. Olha, nós, que temos mais idade, também temos valor. A gente acumula experiência. Se você entra num lugar e bota todo mundo para fora, e bota todo mundo novo esse lugar não vai pra frente, porque não tem a memória. Então, nós temos de valorizar todos", completou.

“Escutamos o povo”, diz Lobão

Integrando a caravana da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) desde o início das agendas pelo interior, o senador Edison Lobão (MDB), pré-candidato à reeleição, destacou que a oposição tem ouvido o clamor popular por mudanças após quase quatro anos sob o comunismo.

“Escutamos o povo para levar a esperança de um Maranhão melhor”, destacou, em discurso também na cidade de Imperatriz, no sábado, 10.

Já em Davinópolis, ontem, o emedebista endossou as críticas da ex-governadora à gestão Flávio Dino, no que diz respeito à alta carga tributária, principalmente para os mais pobres.

“O cobrador de impostos mata o pobre de fome e o rico de raiva”, diosse.

Nessa passagem pela Região Tocantina, além dos três pré-candidatos majoritários, também integraram a comitiva oposicionista os deputados federais Hildo Rocha (MDB), João Marcelo e Victor Mendes (PSD), o deputado estadual Adriano Sarney (PV) e os prefeitos Assis Ramos (MDB) e Irlahi Linhares (MDB), além de pré-candidatos e lideranças de vários municípios.

Roseana revê indústria que ela implantou em Imperatriz

Mais moderna do mundo, fábrica de papel e celulose aumento em 75 vezes PIB da segunda mais importante cidade do Estado

No quarto dia da primeira incursão da pré-campanha pelo interior do estado, a ex-governadora Roseana Sarney, PMDB, foi, ontem, pela manhã, à fábrica da Suzano Papel e Celulose, de Imperatriz. Acompanhada do senador Edison Lobão; do ministro Sarney Filho, do Meio Ambiente; dos deputados federais João Marcelo de Sousa e Hildon Rocha, e do prefeito da cidade, Assis Ramos, ela pode rever o resultado de um grande esforço pessoal dela “em benefício da consolidação imperatrizense como importante polo industrial do Brasil” – disse, na saída da indústria.

A vinda da Suzano para Imperatriz, que a princípio se instalaria noutra localidade, onde já dispunha de área e de licença ambiental, revolucionou a economia do município. Na exposição que fez à ex-governadora e sua comitiva, o diretor Flávio Moura Fé, disse que a mais moderna e segunda maior planta de papel e celulose do mundo elevou a cidade da décima sexta para a segunda colocação do ranking das importadoras do Estado.

A Suzano de Imperatriz exporta para o Mundo cerca de U$ 580 milhões de dólares por ano; elevou o PIB, Produto Interno Bruto, que é a soma de tudo o que se produz, 75 vezes; dá 5.055 empregos diretos, 77% para pessoas da região, e ainda proporciona 4,8 indiretos para cada um direto; exporta 1,7 milhão de toneladas de celulose, e fabrica aqui mesmo papel higiênico com outras 60 toneladas, e, somente em 2017, pagou de ISS, Imposto Sobre Serviços, CR$ 74,5 milhões às prefeituras da região, mais de 90% disso para Imperatriz.

“São números impressionantes, sem os quais Imperatriz, cuja economia se baseava quase que apenas na prestação de serviços, do comércio, principalmente, hoje viveria a mercê dessas crises que vez por outra quebram regiões inteiras do Brasil. Orgulho-me muito de ter feito isso por Imperatriz, uma cidade que respeito muito pelas dimensões que alcançou e que sempre foi alvo da minha melhor atenção”, disse Roseana.

Em conversa com os diretores, o deputado federal João Marcelo extraiu que o atual governo maranhense, ao invés de tirar mais proveito das potencialidades da Suzano, faz é criar embaraços, inclusive com perdas para os cofres do Estado. Soube, por exemplo, que pela morosidade no licenciamento de novas áreas de plantio de florestas de eucalipto, a Suzano está expandindo essa atividade no Pará, que agra tem um governo muito mais ágil e interessado.

Como resultado, o governo do Maranhão se vê obrigado a pagar à Suzano pesadas quantias em devolução de tributos que nem arrecada. É que, pela chamada Lei da Kandir, há desoneração de tributos nas exportações. Como a Suzano exporta pelo porto maranhense, é o governo do Maranhão que retorna para o contribuinte a devolução dos impostos que estão sendo pagos pro Governo do Pará.

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