Cidades | Combate a violência

“Menos flores, mais respeito”, no Dia Internacional da Mulher

Tema buscou trazer reflexão às mulheres sobre a importância delas na sociedade, sendo mães, filhas e esposas; destacou ainda que as mulheres devem continuar lutando por seus direitos, que aos poucos estão sendo conquistados
Natália Reis / O Estado09/03/2018
“Menos flores, mais respeito”, no Dia Internacional da MulherDefensora faz palestra para mulheres na Praça Nauro  Machado (Biné Morais / O ESTADO)

Dedicado à mulher, o 8 de março é dia de relembrar as lutas vividas por muitas, principalmente aquelas do dia a dia. Pensando em homenagear as mulheres em seu dia, a Defensoria do Estado do Maranhão realizou uma ação cultural, com palestras e atividades, alcançando um grande número de mulheres, que se interessaram pelo tema e resolveram parar suas atividades durante alguns minutos, para participar.

A ação ocorreu na Praça Nauro Machado, no Centro Histórico de São Luís, e teve como tema “Menos flores, mais respeito”. A defensora pública da Mulher, Lindevane Martins, que participou da atividade, destacou que o tema buscou trazer reflexão às mulheres sobre a importância na sociedade, sendo elas mães, filhas e esposas. Afirmou ainda que as mulheres devem continuar lutando por seus direitos, que aos poucos estão sendo conquistados e recebendo o reconhecimento merecido. “Todas nós devemos deixar de lado o medo e buscar o respeito e a igualdade, não só para nós, mas para as futuras gerações”, disse Lindevane Martins.

E quem parou um pouco para assistir à homenagem, como a dona de casa Rayana de Jesus, de 24 anos, gostou da iniciativa e dos assuntos discutidos. “Momentos como este, em espaços públicos, deveriam ocorrer com mais frequência. Ações assim são relevantes, por mostrarem o quão importante a mulher é, não só para as outras pessoas, mas principalmente para si”, relatou a dona de casa.

A violência contra a mulher e a desigualdade de gênero também foram assuntos abordados durante a homenagem. A visibilidade dos casos de violência, sendo ela física, psicológica, sexual, entre outras, ajudou a diminuir a quantidade de casos que ficavam encobertos por causa do medo que muitas mulheres tinham em denunciar.

“As mulheres estão denunciando mais os casos de violência. De 2001 ao ano passado, cerca de 7 mil casos foram registrados pela Defensoria do Estado, e isso é um ótimo sinal”, disse Lindevane Martins.

A defensora frisou que ações realizadas pela Defensoria abrangem não somente a mulher, mas todo o seu convívio familiar, com orientações aos filhos, para que possam ter uma visão diferente quando se tornarem adultos.

Como forma de inclusão, o evento contou que a participação da assessora parlamentar Eleninha Martins. Ela é cadeirante e relatou que as mulheres deficientes físicas podem e devem ser incluídas em qualquer meio social, independente da área. “Mostrar que as mulheres com deficiência podem fazer atividades como qualquer outra nos traz um reconhecimento e um enorme orgulho, e ver muitas de nós desenvolvendo papéis importantes é uma conquista”, ressaltou.

SAIBA MAIS

O evento contou a apresentação de grupos de teatro, música e dança. Oficinas de crochê, aulas sobre como montar uma peça, poesia e degustação de café completaram a manhã das mulheres.

Estima-se que cinco mulheres são espancadas a cada dois minutos no Brasil. O marido, namorado ou ex, o sogro, o padastro/madastra ou responsáveis são os que mais cometem agressões, destacando um número de 80% nos casos.

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