Política | Crise

Crise institucional e fragilidade na cúpula da Segurança Pública

Discussão entre secretário Jefferson Portela e deputado estadual e prisão de ex-superintendente da Seic fragilizam a gestão do setor
Ronaldo Rocha da editoria de Política04/03/2018 às 00h00

SÃO LUÍS - A prisão do delegado Thiago Bardal, ex-superintendente de Investigações Criminais (Seic) da Polícia Civil e o descontrole do secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela (PCdoB), em recente discussão com o deputado estadual Raimundo Cutrim (PCdoB), contribuíram para aumentar a crise no setor.

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Thiago Bardal, delegado de "primeiro escalão" da Segurança Pública montada no Governo Flávio Dino (PCdoB), foi preso ontem por suspeita de envolvimento com uma organização especializada em contrabando.

Ele havia sido flagrado na semana passada numa área do Quebra Pote durante operação policial que investigava a quadrilha e não soube explicar a sua presença no local.

O advogado que acompanhava Bardal na ocasião, Ricardo Belo, também foi preso.

O flagrante acabou obrigando a cúpula da Segurança Pública a trocar o comando da Seic. Bardal foi exonerado, e depois de prestar depoimento ontem à polícia, foi preso.

Descontrole - Além da prisão de Bardal e da troca de comando na Seic [a delegada Nilmar da Gama Rocha assumiu o posto], outra crise se instalou na SSP ao longo da semana.

O deputado estadual Raimundo Cutrim apontou uma série de falhas na operação que resultou na prisão do delegado, e questionou também um projeto de lei que reorganiza a estrutura da Polícia Civil no estado.

Por esse motivo, foi atacado por Jefferson Portela.

O secretário chegou a chamar o parlamentar de "besta fera" em rede social, e rebateu as críticas. A postura foi considerada como ato de descontrole.

"Cutrim, saia de trás do mandato de deputado e debata comigo, de igual para igual, escolha o local e a hora. Escolha um programa de Rádio AM, em qualquer emissora. Será que você só fala na minha ausência?", disse.

Ele também acusou Cutrim de ter "tumultuado" investigações de crimes que ocorreram no Maranhão na ocasião em que ele foi secretário de Segurança Pública e questionou a reputação do parlamentar no setor.

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