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Sarney Filho anuncia programa da FAO contra a desertificação

O ministro do Meio Ambiente e o representante a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura no Brasil, Alan Bojanic, estiveram ontem em Barreirinhas ( MA) dando início às ações do Projeto Redeser-Revertendo
23/02/2018
Sarney Filho anuncia programa  da FAO contra a desertificaçãoO ministro Sarney Filho fala sobre o programa que atenderá quatro municípios do Maranhão (Gilberto Soares/MMA)

BARREIRINHAS - O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, e o representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, anunciaram, ontem, 22, em Barreirinhas (MA) o início das ações do Projeto Redeser- Revertendo o processo de desertificação nas áreas suscetíveis do Brasil. No Maranhão, nessa etapa, quatro municípios estão incluídos no programa: Barreirinhas, Água Doce, Tutóia e Matões.

“O programa vai melhorar o quadro da desertificação, com a recuperação de nascentes, de rios e do solo e dará apoio em tecnologia às comunidades, visando melhorar a produção agrícola”, afirmou Sarney Filho.

Ele adiantou que serão realizados projetos em 18 municípios no Nordeste, com raio de alcance total de 89 municípios, considerando suas áreas de influência, envolvendo, além do Maranhão, a região do Araripe, no Ceará; sul do Rio Grande do Norte, e norte da Paraíba (Seridó); na Bahia, Uauá e em Alagoas, Xingó.

O representante da FAO, Alan Bojanic, explicou que a primeira fase do projeto envolverá a realização de pesquisas para identificar as prioridades das comunidades que serão atendidas. “O projeto está dentro do Quadro da Convenção de Combate à Seca Desertificação e o nosso objetivo é trabalhar junto com as comunidades,” informou. Ele destacou a importância social do projeto, que beneficiará populações vulneráveis, inclusive grupos indígenas.

A desertificação no país afeta territórios que abrigam mais de 30 milhões de pessoas, grande parte delas sem acesso ao conhecimento e a tecnologias que garantam boas práticas de produção sustentável. A degradação dos ecossistemas, provocada pela exploração exaustiva dos recursos, mudanças no uso da terra e consequente fragmentação de habitat, ocasiona perda da biodiversidade. Só na Caatinga, há 60 espécies ameaçadas, incluindo algumas das aves mais ameaçadas do mundo. Essa perda afeta, também, as comunidades.

Reseder

O programa contará com a participação direta das comunidades beneficiadas, para que possam se apropriar das técnicas e metodologias utilizadas e levá-las adiante, para outros grupos. Assim, será possível prevenir e combater o processo de desertificação e, ao mesmo tempo, gerar emprego e renda.

“A estratégia vem sendo testada em municípios na região do semiárido de Sergipe, onde foram aplicados recursos da ordem de 20 milhões de reais. Além da recuperação de nascentes e do controle da erosão, a implantação de módulos para produção de mel e seus subprodutos, polpa de fruta, artesanato, bordado e horticultura, contribui para a melhoria na qualidade de vida das pessoas alcançadas pelo projeto.”, explicou Sarney Filho

Durante a visita o ministro entregou, para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, mais dois veículos tracionados, que apoiarão as atividades de fiscalização e proteção dessa unidade de conservação.

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