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Atraso da Grande Rio marca o primeiro dia de desfiles no Rio de Janeiro

No primeiro dia de desfile um incidente com o sexto carro da escola da Baixada Fluminense atrasou, na concentração, o desfile na Marquês de Sapucaí
13/02/2018


RIO DE JANEIRO - O primeiro dia de desfile das escolas de samba do grupo especial do Rio foi marcado por um incidente com o sexto carro da Grande Rio ainda na concentração. A escola de samba de Duque de Caxias, cidade da Baixada Fluminense, foi a quinta a entrar no Sambódromo. O problema foi causado pela alegoria “O Carnaval em Minha Vida”. Muito largo, uma das rodas da alegoria ficou presa na agulha de acesso à pista da Avenida Presidente Vargas, quando estava sendo deslocada para entrar na Marquês de Sapucaí.
O incidente assustou os componentes que estavam no carro, caso da professora Juliana Santana, que há dez anos desfila na escola. Depois de ser retirada do alto do carro, após várias tentativas do condutor para soltar o carro preso na agulha, ela explicou o que sentiu.
“Ele [o motorista] tentava dar um tranco, várias vezes, como se o carro tivesse freado e não conseguia”, disse revelando ainda que chegou a sentir cheiro de queimado. A professora informou que, por medida de segurança, integrantes da harmonia da escola pediu para todos os componentes que estavam em pé na alegoria que sentassem para evitar um acidente.
O diretor da Grande Rio responsável pelo carro alegórico, Gilliard Castro, lamentou o imprevisto. “Era uma alegoria muita linda para a escola, mas acontece. A gente tem que encarar, e vamos embora”, afirmou se referindo à escola que naquele momento ainda fazia o desfile na avenida.
Gilliard descartou qualquer possibilidade de frustração pelo incidente. “O sentimento sempre vai ser de felicidade pelo trabalho feito no ano todo. A Grande Rio é uma grande escola e vai superar isso tudo tranquilamente”, ressaltou.
Segundo o presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), Jorge Castanheira, não há no regulamento qualquer punição para este tipo de problema na concentração. A única possibilidade seria caso a escola não conseguisse tirar a alegoria do local, o que prejudicaria a Mocidade Independente que já fazia a sua armação atrás da alegoria da Grande Rio, na concentração.
Com relação aos julgadores, a escola pode ser penalizada se eles concluírem que o quesito enredo foi prejudicado com a ausência da alegoria. “Ela deve perder certamente em enredo. Essa é uma circunstância do manual dos julgadores, que estão lá para avaliar. Mas com relação ao número de carros alegóricos, me informaram que ela passou com cinco carros, se passou com cinco carros está dentro do regulamento”, explicou o presidente da Liesa.
O presidente da Mangueira, Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, também lamentou o que aconteceu com a alegoria da Grande Rio, pois a verde e rosa desfilaria após a Grande Rio. “Eu lamento profundamente o que aconteceu, porque isso pode acontecer com a Mangueira também, tomara que não, mas a Grande Rio vinha fazendo um grande desfile. Isso é ruim para o espetáculo, mas o tempo que for necessário a Mangueira vai esperar”, disse.

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