Cidades | Tubulação difícil

Adiou: Governo muda pela 8ª vez entrega da nova adutora

De acordo com direção da Caema, sistema deverá ser religado com nova estrutura em meados de março; bairros dependentes do Sistema Italuís estão sendo abastecidos pela adutora antiga, cuja vida útil expirou há mais de 10 anos
Thiago Bastos / O Estado13/02/2018
Adiou: Governo muda pela 8ª vez entrega da nova adutoraNova adutora segue sem data prevista de entrega; peça dever[a ser colocada nos próximos dias (De Jesus / O ESTADO)

O prazo para a entrega da nova estrutura da adutora do Sistema Italuís - responsável pelo abastecimento de cerca de 60% da população de São Luís - foi adiado pela oitava vez desde 2015, pelo Governo do Maranhão. Desta vez, de acordo com a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), o sistema será ligado em meados de março, em data a ser confirmada até o fim deste mês. O órgão não cravou um dia exato para o procedimento.

Segundo a direção da Caema, a peça em formato de Y e, responsável, de acordo com a companhia, pela intersecção entre a tubulação antiga e a nova, deverá ser colocada no trecho na altura de Periz de Baixo nos próximos dias. Depois, deverão ser realizados testes para saber se a estrutura será capaz de suportar a vazão de água.

Bairros de São Luís dependentes do Sistema Italuís estão sendo abastecidos pela adutora antiga, cujo tempo de vida útil expirou há mais de 10 anos. A adutora deveria estar em funcionamento há pelo menos dois meses, no entanto, 24 horas após a ativação da estrutura, no dia 9 de dezembro do ano passado, foi registrado o rompimento em Periz de Baixo. O fato deixou a população de São Luís ainda mais desassistida, em relação à água, já que - por causa da troca da adutora antiga pela nova - a população já estava sem o líquido nas residências. Por causa disso, boa parte dos bairros da capital maranhense permaneceu sem água por quase uma semana.

Levantamento feito por O Estado em dezembro do ano passado apontou que, de 2015 a 2017, as obras da adutora do Sistema Italuís foram adiadas por pelo menos seis vezes. Os serviços - orçados em R$124.039.306,66 - começaram em 2012 e passaram por readequações, de acordo com a atual gestão do Governo do Maranhão.

Prazos
O primeiro adiamento da atual gestão do Governo do Estado aconteceu em agosto de 2015. Após o primeiro descumprimento, um novo prazo foi dado, em abril de 2016. De acordo com a Caema, em nota publicada na ocasião, os trabalhos seriam finalizados em julho daquele ano, o que não ocorreu. Um novo adiamento foi confirmado pela própria gestão estadual após visita de representantes da bancada federal maranhense ao local das obras. Segundo a direção do órgão, a previsão era de que os serviços seriam entregues em outubro daquele ano.

Em abril do ano passado, houve nova mudança de data. Um novo adiamento ocorreu, em agosto do mesmo ano. O governo, na ocasião, apresentou uma justificativa inédita ainda não usada nas outras mudanças de data. De acordo com a publicada pela Caema, “foram percebidos erros no projeto original”, que precisaram ser corrigidos. Ainda segundo o órgão e sem citar prazos, “houve ainda atrasos na liberação de aditivos”.

Por fim, a Caema admitiu que as obras seriam novamente adiadas, para setembro de 2017. Sem cumprir mais uma vez com a data, outro prazo foi dado, desta vez para entrega no último mês do ano passado. Em fevereiro deste ano, novo prazo para entrega em março.

Números
19 km
é a extensão da nova adutora do Sistema Italuís
1.500 tubos de aço patinável
12 metros é o comprimento de cada tubo
1,40 metro é o diâmetro de cada tubo
R$ 124 milhões é o valor aproximado do investimento

Fonte: Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema)

NOTA ENCAMINHADA PELA CAEMA

A Companhia de Saneamento Ambiental (Caema) informa que todas as medidas necessárias para funcionamento da nova adutora do Italuís estão sendo tomadas e ocorrem dentro do cronograma estabelecido. A data para o início da operação da peça Y será definida ainda neste mês.

Reitera que o Sistema Produtor do Italuís entrará em operação com incremento de vazão correspondente a 30% a mais no volume de água, em relação a vazão destinada hoje para a capital.

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