Cidades | Morto

Baleia encalha perto de Curral da Igreja, em Arari

O animal era um jovem macho, medindo 8,20 m de comprimento; espécie não pôde ser identificada, por causa da decomposição
30/01/2018
Baleia encalha perto de Curral da Igreja, em ArariBaleia foi encontrada encalhada e morta no município de Arari (Divulgação)

ARARI - O encalhe de uma baleia no povoado São Domingos (Curral da Igreja), em Arari, foi comunicado por moradores locais à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Arari (Sematec), na manhã de sexta-feira, 26. Tão logo recebida a informação, a Sematec notificou o Instituto Amares, organização não go­vernamental responsável pelo atendimento a encalhes de mamíferos marinhos no estado do Maranhão.

Os pesquisadores, acompanhados dos técnicos da Semantec/Arari, dirigiram-se até o local do encalhe para coleta de dados e amostras do animal, que já estava morto.

Segundo pesquisadores do Instituto Amares, o animal trata-se de um indivíduo macho ainda jovem, medindo 8,20 m de comprimento. A espécie não pôde ser identificada pela anatomia do animal em função da decomposição avançada e a posição de encalhe em que se encontrava, que encobriu partes corporais essenciais nesse processo. Contudo, amostras biológicas foram coletadas, e a identificação será realizada pela análise genética.

A bióloga Nathali Ristau, presidente do Instituto Amares, relembra que esse não foi o primeiro evento de encalhe ocorrido na região. Em dezembro de 2015, um boto-cinza (Sotalia guianensis), pego em rede de pesca, foi resgatado pela equipe após comunicação realizada pelo secretário de Meio Ambiente, Jocei Ribeiro.

Na­thali ressalta ainda a importância de parcerias entre a iniciativa pública e privada, como a existente entre o Instituto e a Sematec, pois, graças à comunicação e o apoio realizado pela secretaria, o atendimento pode ser realizado.

Segundo a bióloga, a ONG Amares, que tem reconhecimento nacional e internacional no atendimento a encalhes no estado do Maranhão, é membro da Rede de Encalhes e informação de mamíferos aquáticos do Brasil (Remab), e as informações obtidas nesses atendimentos integram um banco de dados nacional sobre essas espécies e contribuem para o melhor entendimento não só dos encalhes, mas também para pesquisas futuras.

Além disso, mesmo com os animais já mortos, o material coletado nos encalhes compõe o acervo didático e científico do instituto, utilizado por estudantes de graduação e pós-graduação, além de Educação Ambiental. Uma exposição com esqueletos de várias espécies de mamíferos aquáticos está sendo montada pelo instituto e em breve estará disponível para visitação.

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