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Locomotiva histórica está exposta a chuva e sol

Após reforma em sua estrutura desgastada, locomotiva permanece sem proteção; estrutura que a cobria, na Beira-Mar, poderia ser mantida, mas está abandonada
Robert W. Valporto / O Estado25/01/2018

Recentemente reformada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Locomotiva Benedito Leite, um dos registros históricos de São Luís, permanece exposta a chuva e sol, correndo grande risco de deterio­ração, no pátio do Edifício Clodomir Millet, no Calhau, enquan­to seu espaço original, onde fun­cionou a Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), passa por reforma.

A luta de historiadores, principalmente, é para que pelo menos uma capa seja colocada na locomotiva, para protegê-la das intempéries, que possam deteriorar sua estrutura, que já estava desgastada e precisou recentemente de cuidados.

A estrutura e os materiais da capa que faziam a cobertura da locomotiva estão abandonados próximo ao local onde ela ficava anteriormente, expostas a chuva e sol, além de não estarem recebendo nenhum tipo de manutenção, mesmo que os materiais estejam novos.

O guia turístico Simão Cirineu é um dos que lutam para que a capa protetora seja colocada para atender a sua finalidade, que é proteger a Locomotiva Benedito Leite. “Ficamos muito felizes e achamos louvável a reforma desse bem histórico, mas já que o mudaram para outro espaço, enquanto seu antigo ponto está em reforma, deveriam colocar no lo­cal também a cobertura, para evitar a sua deterioração”, relatou.

Locomotiva Benedito Leite
Foram investidos R$ 150 mil na restauração da locomotiva, que foi a primeira da estrada de ferro São Luís-Teresina. Foi fabricada na Alemanha pela Hannoversche Maschimenbau AG Hanomag.

A locomotiva fez parte da primeira rede ferroviária do estado e integrou a Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA). Ela chegou ao estado no início do século XX e foi batizada de Benedito Leite, que foi um dos governadores do Maranhão.
Primeiramente, ela fazia o transporte das pessoas de São Luís para a cidade de Rosário, onde até hoje existe um complexo ferroviário que foi tombado e atualmente é preservado pelo Iphan. Em seguida, o percurso foi estendido de Rosário para Caxias e, por fim, até a cidade de Teresina, capital do Piauí. Quando deixou de operar, em meados dos anos 1980, a locomotiva fazia o transporte entre São Luís e a capital piauiense.

O Estado entrou em contato com o Iphan para saber os motivos pelo quais a cobertura não foi colocada na locomotiva no novo espaço em que está instalada e se alguma medida está sendo toma­da para resolver os problemas ou manutenção dela, mas até o fechamento desta edição não hou­ve retorno aos contatos.

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