Política | Eleições 2018

Caminhos nacionais de partidos podem mostrar incoerências de Dino

Dos cerca de 10 partidos que já declararam apoiar Flávio Dino, 6 têm pré-candidatos à Presidência das República; comunista promete acolher todos
Carla Lima/Subeditora de Política22/01/2018
Caminhos nacionais de partidos podem mostrar incoerências de DinoFlávio Dino quer o apoio de todos os candidatos a presidente (Arquivo)

SÃO LUÍS - O anúncio recente do senador Fernando Collor (PTC) de que deverá disputar a eleição para a Presidência da República pode trazer consequências para o Maranhão. O senador é do mesmo partido do deputado estadual, Edivaldo Holanda, que já anunciou que a sigla vai se aliar ao governador Flávio Dino (PCdoB). Com Collor candidato a presidente, ele será mais um pra compor o palanque eclético do comunista em relação aos candidatos a presidente.

Além de Collor, levando em consideração os partidos que poderão apoiar Dino no pleito deste ano, o governador terá um palanque que poderá receber ainda os candidatos a presidente Ciro Gomes (PDT), Luz Inácio Lula da Silva (PT), Paulo Rabello Castro (PSC) e Marina Silva (Rede). Caso o DEM lance um candidato a presidente da República, este no Maranhão também terá o apoio do governador Flávio Dino.

Há ainda a candidatura do próprio PCdoB, que lançou a ex-deputada Manuela D’Ávila, em novembro do ano passado.

E um cenário como este não será novidade já que em 2014, Flávio Dino abraçou e trocou elogios com quatros candidatos ao Palácio do Planalto. Sempre quando questionado sobre o palanque eclético, o comunista diziam que não declararia seu voto, mas estava apoiando todos os candidatos, cujos partidos eram aliados. E segundo o presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, não há problemas dessa diversidade de apoios mesmo com ideologias diferentes ser reeditada.

Adversários

Enquanto Flávio Dino trabalha sem qualquer puder para ter qualquer um que queira apoiar seu projeto de continuar no Palácio dos Leões, outros pré-candidatos ao governo do Maranhão aguardam as definições nacionais para poder se posicionar e buscar os apoios necessários.

Um exemplo disso é o MDB. O partido do presidente Michel Temer ainda não definiu se lançará um candidatos à Presidência da República ou se vai apoiar um partido aliado que tiver candidatura própria.

Segundo o senador João Alberto de Sousa, que preside o MDB no Maranhão, a direção nacional da legenda somente definirá os rumos políticos para 2018 após março, mês que terá a janela que permite mudanças de partidos sem que haja riscos de processos por fidelidade partidária.

“Somente após esse período, que nosso partido começará a definir os caminhos que seguirá este ano. E nós do Maranhão estamos esperando essa definição que nos levará a conhecer os partidos que estarão conosco”, disse o senador.

Outro pré-candidato a governador que também espera as definições nacionais é o senador Roberto Rocha (PSDB). A diferença é que o tucano não espera os rumos de seu partido, que praticamente já fechou questão em torno da candidatura do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a Presidência da República. Rocha aguarda a definição, na verdade do PSB, que dependendo do resultado da eleição para a nova direção nacional poderá contar com o apoio da legenda. Ganhando a ala paulista da sigla – atualmente comandada por Márcio França, vice-governador de São Paulo – o partido, no Maranhão, vai com Roberto Rocha na disputa pelo Palácio dos Leões.

Mas se a direção nacional ficar com a ala pernambucana, comandada pelo atual presidente da sigla, Carlos Siqueira, o PSB deverá ficar na base de apoio do governador Flávio Dino.

Roberto Rocha ainda pode esperar a definição do DEM nacional, que conversa com o PSDB, podendo levar a uma coligação das duas legendas, o que deixa a possibilidade do partido ficar com o senador.

Aliados podem não seguir direção

Mesmo trabalhando com a possibilidade de cenários nacionais que possam levar o partido para outros rumos, os aliados do governador Flávio Dino garantem que direções nacionais não forçarão as direções estaduais a seguir as definições para a Presidência da República.

Bolsonaro recebe apoio de direção partidária no MA

No início deste ano, o deputado federal, Jair Bolsonaro anunciou sua filiação no PSL. A notícia fez com que os membros da legenda no Maranhão ganhassem forças e buscasse novos nomes para compor a legenda pra o pleito de outubro deste ano.

O presidente da sigla no Maranhão, vereador Chico Carvalho garantiu que a filiação de Bolsonaro ao PSL abre espaços para que a legenda busque novos nomes e assim se fortaleça ainda mais para as eleições.

Na semana passada, por exemplo, Carvalho iniciou conversas com o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, que ainda é do PCdoB, sobre as possibilidades de abrir o partido para que ele seja candidato a governador ou a senador.

“O PSL não tem acordo com qualquer partido. Não há uma aliança definida ainda. E não temos candidatos a senador ou a governador. Então, estamos abertos para dialogar com lideranças políticas em busca de um caminho que possa ser seguido”, disse o vereador.

Esse espaço para o diálogo, o PSL está conseguindo porque o pré-candidato a presidente Jair Bolsonaro estar bem colocado nas pesquisas de intenção de votos. Segundo os mais recentes levantamentos, o deputado aparece em segundo perdendo somente para o ex-presidente Lula, que ainda corre o risco de não poder disputar as eleições deste ano. l

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