Estado Maior

Indústria da multa

18/01/2018

O governador Flávio Dino (PCdoB) criou situação de guerra entre polícias no Maranhão com a sua sanha de arrecadar impostos. Nessa cruzada fiscal em empresas e cidadãos, ele criou a Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRV), responsável pelas operações de trânsito e perseguição a devedores de IPVA.
Para enfrentar o cidadão, a CPRV tem estrutura que nenhuma outra companhia de polícia tem no governo comunista, com quartel próprio, estrutura financeira e equipamentos de ponta, que faltam, por exemplo, às ações da Rotam, que combate os verdadeiros criminosos.
E o termo “perseguição” aqui não é mero simbolismo. A CPRV dispõe de equipamentos que detectam de longe veículos com imposto atrasado; e homens em motos saem em perseguição aos devedores, muitas vezes abordando-os em frente da própria casa, praticamente invadindo garagens.
A situação gerou problemas com membros da própria Polícia Militar, que acusam os homens da CPRV de tentar ser independentes do comando, criando uma outra polícia, sem relação alguma com as demais companhias. Tanto que os próprios PMs, muitas vezes, são “vítimas” das ações da companhia de trânsito. Vez por outra, praças e oficiais expõem em grupos de WhatsApp a insatisfação com a CPRV.
Detalhe: o Supremo Tribunal Federal determinou, desde março de 2017, a proibição da apreensão de veículos com IPVA atrasado, por se entender tratar de propriedade privada. Mas, para o governo Flávio Dino, as leis parecem estar abaixo de suas convicções.

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