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Economia | Aprendizagem profissional

Absorção de jovens aprendizes é baixa no mercado do Maranhão

De acordo com levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho, o estado tem potencial para contratar 10.731 jovens, mas o número de admitidos não passou de 2.703, no período de janeiro a novembro do ano passado
12/01/2018

Dos 369.676 jovens contratados no país por meio da Aprendizagem Profissional, no período de janeiro a novembro de 2017, o mercado de trabalho maranhense absorveu somente 2.703, o que representa 0,7% do total. Os dados preliminares do ano passado foram divulgados ontem, pelo Ministério do Trabalho.
Outro aspecto observado no levantamento do Ministério do Trabalho é que o Maranhão tem potencial quatro vezes maior em relação ao número de contratados, tomando por base que a legislação prevê que todas as empresas de médio e grande porte devem manter em seus quadros de funcionários jovens de 14 a 24 anos, na modalidade Aprendiz, com cotas que variam de 5% a 15% por estabelecimento.
Conforme esses percentuais de cota, o estado tem potencial para contratar 10.731 jovens aprendizes, mas somente 25,19% foram admitidos, que são os 2.703 registrados no levantamento do Ministério do Trabalho.
Em todo o país, o estado que mais contratou foi São Paulo, com 102.300 admitidos, seguido de Mi­nas Gerais, com 39.139, e Rio de Janeiro, com 33.453. No total, o Brasil já registra a contratação de mais de 3,2 milhões de aprendizes desde 2005, quando a lei que prevê essa modalidade de contratação entrou em vigor.
Segundo o diretor de Políticas de Empregabilidade do Ministério do Trabalho, Higino Brito Vieira, o balanço prévio mantém o ritmo de contratação dos anos anteriores, a exemplo de 2016, que fechou com 386 mil admissões. “O Brasil vem tendo um aumento na Aprendizagem Profissional desde a sua criação, mas os números poderiam ser melhores. O potencial de contratações é quase três vezes maior do que o que foi contratado (939.731), mas ainda é um desafio convencer os empregadores de que pode ser vantajoso para as empresas”, explica Higino Brito Vieira.

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