Cidades | Outubro Rosa

Mesmo com campanha, acesso a mamografia ainda é difícil no interior do estado

Ações que ocorrem sempre no mês de outubro chamam a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama
29/10/2017 às 00h00
Mesmo com campanha, acesso a mamografia ainda é difícil no interior do estadoNo interior do estado ainda há uma dificuldade para realização da mamografia (Divulgação)

MARANHÃO - O mês de outubro está acabando, e com ele a ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de mama tende a diminuir, o que preocupa os profissionais da saúde, já que este é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o que mais acomete as mulheres. No Maranhão, a principal preocupação com o término da campanha mundial é com a dificuldade na realização da mamografia, principalmente no interior do estado.

“No interior do estado, ainda há uma dificuldade em relação à realização da mamografia. No mês de outubro, durante a campanha, as carretas passam fazendo os exames, mas ainda há essa concentração de mamógrafos na capital. Hoje, nós temos mais lugares, mais disponibilidade de mamógrafos do que a cinco ou 10 anos atrás. E a fila é muito grande, justamente por conta dessa concentração na capital. Fica um pouco complicado para as pacientes que precisam de um resultado mais imediato e que precisam estar na fila do SUS”, destaca a ginecologista Geórgia Mouzinho, da Clínica Sim.

Apesar dessa dificuldade em manter a mesma preocupação com a doença no resto do ano, a médica avalia positivamente as ações do Outubro Rosa, que todos os anos conseguem despertar mais o interesse das pessoas em relação a essa causa. “Tem tido uma mudança no sentido de maior engajamento do exame de mamografia. É um assunto que está sendo bem difundido, principalmente no Outubro Rosa. E as pessoas têm procurado bastante os ginecologistas, pensando na prevenção. Mas, a gente ainda percebe um certo medo das pacientes de terem esse diagnóstico precoce, que é essencial para que não haja um tratamento mais invasivo, quando é descoberto o câncer, um pior prognóstico na sobrevida dessa paciente”, avalia.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), em 2015, o Maranhão teve a 24º pior cobertura de mamografia, com 18.875 exames realizados, o que representava apenas 7,3% do total de exames que deveriam ter sido realizados. As estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o estado é da ocorrência de 650 novos casos desse tipo de câncer no estado, no biênio 2016/2017.

“A mamografia, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia, o ideal seria fazer a partir dos 40 anos, de 40 até 69 anos. O Inca e o Ministério da Saúde preconizam que seja feito um pouco mais tarde, a partir dos 50, mas a maioria dos ginecologistas usam a idade de 40. Qualquer idade em que você perceba alguma alteração mamária você deve procurar sim o seu ginecologista para fazer exame, para que seja visto com um olhar mais apurado”, orienta a ginecologista Geórgia Mouzinho.

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