Revitalização

Ordem de serviço da Rua Grande será assinada

Projeto de requalificação urbanística prevê fiação elétrica embutida, novo sistema de drenagem e nivelamento do piso

Ribamar Cunha/Subeditor de Economia

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h35
Perspectiva de como ficará a Rua Grande após a conclusão das obras de requalificação urbanística
Perspectiva de como ficará a Rua Grande após a conclusão das obras de requalificação urbanística (Comercio)

A ordem de serviço para o início das obras de requalificação urbanística da Rua Grande será assinada nesta segunda-feira, 9, na sede da Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Maranhão, localizada à rua do Giz, Praia Grande. Segundo a presidente nacional do Iphan, Kátia Bogéa, no dia seguinte a Ducol, empresa contratada, já poderá montar o canteiro de obra.
Para o início dos serviços, o recurso empenhado pelo Governo Federal corresponde a R$ 6 milhões, para medições que ocorrerão de outubro a dezembro. O valor total da obra da Rua Grande, que também alcançará as praças Deodoro e do Pantheon, corresponde a aproximadamente R$ 33 milhões, de acordo com o Iphan.
O projeto de requalificação urbanística, que integra as ações do PAC Cidades Históricas, beneficiará diretamente cerca de 130 lojas instaladas ao longo dos 800 metros de extensão da Rua Grande, posto que o novo aspecto visual e o conforto a ser oferecido pelo principal e mais tradicional centro comercial de São Luís, devem atrair mais negócios e consumidores.
Isso porque o projeto prevê a retirada de postes, de modo que toda a fiação elétrica e de telecomunicações será embutida. Será instalado um novo sistema de drenagem e de esgotamento sanitário, além do que o piso atual de paralelepípedos será substituído e nivelado (uma espécie de calçadão), entre outras intervenções.
Até então ameaçado pelo corte de gastos do Governo Federal, o início das obras está sendo possível devido à pressão da classe empresarial maranhense que se uniu em torno do projeto e, com o apoio da bancada parlamentar do Maranhão em Brasília, conseguiu, em reunião com o presidente Michel Temer, na terça-feira, 3, a garantia do descontingenciamento de R$ 15 milhões para as obras do PAC Cidades Históricas em São Luís.
O presidente da Associação Comercial do Maranhão (ACM), Felipe Mussalém, ressaltou o esforço empreendido pelas entidades de classe para garantir os recursos. “Há cerca de dois meses as entidades de classe se uniram e vínhamos conversando com a bancada maranhense para que pudéssemos estar com o presidente Temer, mostrar a importância desse projeto para a economia maranhense e nós alcançamos esse objetivo”.
Participaram da reunião em Brasília, representantes da ACM, Câmara de Dirigentes Lojistas de São Luís (CDL), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Maranhão (FCDL), Federação do Comércio do Maranhão (Fecomércio), Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) e do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Maranhão (Sinduscon).

União
A união das entidades também foi ressaltada pelo presidente da CDL São Luís, Fábio Ribeiro, como fundamental para fazer a obra acontecer na Rua Grande, via que apresenta graves problemas estruturais e por onde passam diariamente 150 mil pessoas e que observam o estado de abandono da via. “Essa é uma obra de revitalização que vai beneficiar não somente o lojista da Rua Grande, mas todo o entorno [Ruas da Paz, de Santana e transversais], e principalmente o consumidor, que terá um espaço urbanizado e confortável”, ressaltou.
Apesar de otimista com a proximidade do início das obras, Felipe Mussalém externou a preocupação do empresariado em relação à continuidade dos serviços, uma vez que o recurso a ser liberado é uma pequena parte. “A bancada parlamentar se comprometeu em apresentar uma emenda para assegurar mais recursos, de modo que os serviços não sofram paralisação. E, por sua vez, o presidente Temer se comprometeu em atender”, assinalou o presidente da ACM.

Mais

Caminho Grande

Antigo Caminho Grande, a Rua Grande integra o traçado urbano deixado pelo engenheiro militar português Francisco Frias de Mesquita após a expulsão dos franceses, em 1616. Atualmente, é o coração do centro de São Luís, cidade, reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como Patrimônio Mundial.

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