Economia | Pesquisa

Cai preço de produtos da cesta básica em São Luís

De acordo com o Dieese, o trabalhador ludovicense, cuja remuneração equivale ao salário mínimo, comprometeu 39,25% do seu orçamento
06/10/2017
Preço de produtos da cesta básicasofrem redução de 3,97%

O custo da cesta básica em São Luís teve queda de 3,97% no mês de setembro em comparação a agosto. O valor de R$ 338,38 foi o quinto menor entre os 21 calculados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em 12 meses, a variação foi de -11,66% e, nos nove meses deste ano, de -4,97%.

A cesta básica calculada pelo Dieese na capital maranhense é composta de 12 produtos. Desse total, 11 tiveram redução de preço. Destaques para o tomate e o feijão carioquinha, que registraram queda de 15,66% e 13,21%, respectivamente.

Também estão na lista de recuo nos preços o açúcar refinado (-8,11%), arroz agulhinha (-3,58%), óleo de soja (-2,79%), manteiga (-2,37%), farinha de mandioca (-1,73%), leite integral (-1,41%), banana (-1,38%), pão francês (- 1,19%) e café em pó (-0,64%). Somente a carne bovina de primeira registrou alta (0,81%).

Em 12 meses, oito produtos tiveram taxa acumulada negativa: feijão carioquinha (-60,48%), leite integral (-23,63%), açúcar refinado (-16,82%), tomate (-12,28%), arroz agulhinha (-12,09%), banana (-9,68%), óleo de soja (-4,64%) e carne bovina de primeira (- 1,14%). Quatro produtos acumularam alta: manteiga (18,00%), farinha de mandioca (7,37%), pão francês (3,22%) e café em pó (4,40%).

A pesquisa mostra que em setembro, o custo da cesta em São Luís comprometeu 39,25% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários) recebido pelo trabalhador. Em agosto, o percentual exigido foi de 40,88%. Já em setembro de 2016, demandou 47,31% do salário mínimo.

O trabalhador ludovicense, cuja remuneração equivale ao salário mínimo, necessitou cumprir jornada de trabalho, em setembro, de 79 horas e 27 minutos, menor que a de agosto, de 82 horas e 44 minutos. Em setembro de 2016, a jornada ficou em 95 horas e 46 minutos.

Cidades

Em 20 das 21 cidades onde o Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, o custo do conjunto de alimentos essenciais apresentou queda em setembro. As reduções mais expressivas foram registradas no Nordeste: Maceió (-5,22%), Fortaleza (-4,85%), João Pessoa (-4,62%), Salvador (-4,09%), São Luís (-3,97%) e Natal (-3,64%). A única alta foi observada em Campo Grande (1,17%).

Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 436,68), seguida por São Paulo (R$ 421,02) e Florianópolis (R$ 419,17). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 318,52), Natal (R$ 323,90) e Recife (R$ 328,63).

Entre janeiro e setembro de 2017, o custo da cesta diminuiu em todas as capitais, com destaque para as do Centro-Oeste: Cuiabá (-13,91%), Campo Grande (-11,96%) e Brasília (-11,28%).

Mais

Mínimo necessário

De acordo com o Dieese, em setembro, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.668,55, ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 937,00. Em agosto de 2017, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.744,83, ou 4,00 vezes o mínimo vigente.

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