Apesar de Flávio Dino

- Atualizada em 11/10/2022 às 12h36

A Secretaria de Comunicação do governo Flávio Dino (PCdoB) bombardeou a mídia alinhada ao Palácio dos Leões, ontem, para comemorar um estudo do banco Santander que aponta estimativa de crescimento do PIB maranhense ao fim de 2017. A festa midiática foi grande, atribuindo a Flávio Dino o desempenho do Maranhão.
Mas os títulos deveriam ser, “apesar de Flávio Dino, o Maranhão terá bom desempenho no PIB de 2017”.
E por que o “apesar de Flávio Dino...”?
Pelo simples fato de que, segundo o estudo, desenvolvido pelos economistas Everton Gomes e Rodolfo Margato, o desempenho no PIB será puxado pelo setor agropecuário, exatamente um dos menos apoiados pelo governo comunista no Maranhão.
Ao se analisar o estudo, percebe-se claramente que, sob a gestão de Dino, todos os demais setores da economia maranhense - Serviços, Indústria, Turismo... - apresentam desempenho negativo. E a agropecuária carrega nas costas o PIB maranhense, apesar do desdém do governador ao setor.
Dino faz vista grossa para invasões de terra no interior maranhense, joga loas em figuras como João Pedro Stédile e trata com frieza empresários que transformam regiões inteiras em campo de produção e geração de renda.
Para se ter ideia do maltrato do governador comunista aos pecuaristas, a categoria está sendo multada, hoje, por venda de bezerros de há quatro anos, por causa de uma regra inventada agora neste período.
Sem falar, é claro, no desrespeito com a Associação de Criadores, que desalojou do Parque Independência, extinguindo a Expoema, voltando depois após forte pressão popular.
O PIB do Maranhão, portanto, tende a crescer em 2017; não por causa de Flávio Dino, mas apesar de Flávio Dino.

No fígado
Teve intensa repercussão o texto principal da coluna de ontem, intitulado, “Duas palavras”.
Trata-se de uma avaliação, baseada em declarações do próprio governador, sobre a mudança de opinião que ele apresenta, de acordo com o interlocutor à sua frente.
O texto atingiu o fígado do Palácio dos Leões, mas não houve como contestar a contradição do governador comunista.

Caema
O governo maranhense tentou negar desde o início do ano, mas o BNDES acabou revelando para o Brasil.
Partiu do próprio chefe do Executivo do Estado ofício propondo a privatização da Caema, por intermédio do programa de parcerias com o BNDES.
Desde que o assunto veio à tona, ainda em janeiro, Flávio Dino sempre negou que tivesse interesse na venda da Caema.

Investigados
O processo envolvendo o deputado estadual Stênio Rezende (DEM), que já tramita em grau de recurso no TRF, pode atingir outros personagens da Assembleia Legislativa.
O caso remete ao início dos anos 2000 e envolveu diversos deputados da época - alguns ainda em mandato; outros já fora da vida pública.
Condenado em primeira e segunda instâncias pelo caso, Rezende acaba de impetrar recurso no TRF.

Imposto de Renda
O esquema envolvendo deputados foi investigado pela Polícia Federal por envolver restituição do Imposto de Renda, o que é recurso federal.
Parlamentares nomeavam pessoas para seus gabinetes, faziam as declarações de rendimento e ficavam com as restituições, sem que nenhum dos servidores tomasse conhecimento.
O caso foi investigado durante três anos pela Polícia Federal, que indiciou deputados e assessores, depois denunciados pelo Ministério Público Federal.

Golpista
O estelionatário Carlos Roberto Melo, o Prado Carioca, voltou a atacar. Depois de tentar golpear o Instituto Gilmar Mendes, o alvo da vez foi a empresa BRK Ambiental, em São Paulo.
A tática é mesma de sempre: fazer-se passar pelo empresário Fernando Sarney e, assim, garantir uma indicação para ter acesso à vítima (o comando de uma empresa, instituição ou entidade).
Ao ser recebido, o golpista solicita apoio financeiro para uma fictícia manifestação cultural coordenada por ele. A BRK contatou a diretoria do Grupo Mirante e foi informada tratar-se de mais uma malandragem de Prado Carioca.

Traição
A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa descumpriu acordo com a bancada de oposição na Casa.
Os governistas haviam prometido aprovar pedido de informações à Seplan sobre os termos da renegociação de dívidas do estado com o BNDES.
Espécie de saída para evitar a convocação da secretária Cynthia Mota, o requerimento foi rejeitado ontem, com os votos de Stênio Rezende (DEM) e Humberto Coutinho (PDT).

Comunistas, não!
O PEN, definitivamente, não deverá compor o palanque do governador Flávio Dino, apesar da relação com o prefeito Edivaldo Júnior (PDT).
Parlamentar pela legenda, o deputado César Pires já havia dito que busca aliança em torno da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), na região de Codó, sua base eleitoral.
Agora é o próprio estatuto da legenda - que está mudando de nome para Patriotas - que veta “aliança com partidos da extrema esquerda”, citando expressamente o PCdoB.

E MAIS

• A queda do Moto Club para a Série D do Brasileirão acabou gerando uma guerra entre a torcida motense e o Sampaio Corrêa, visto como coautor do rebaixamento rubro-negro.

• O deputado Edivaldo Holanda (PTC) continua incomodado com o forte atrelamento de auxiliares da gestão do filho à tutela do governador Flávio Dino (PCdoB).

• Cotado para uma eventual chapa da governadora Roseana Sarney, o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos, já definiu seus nomes para a disputa parlamentar em 2018.

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