Cidades | Perigo da sujeira

Lixão: perigo de doenças preocupa no Anjo da Guarda

Além de dejetos, pneus velhos foram abandonados no local; moradores reclamam da situação
Robert Willian / O ESTADO29/08/2017
Lixão: perigo de doenças preocupa no Anjo da GuardaPneus velhos e muito lixo se espalham em terreno no Anjo da Guarda (De Jesus / O ESTADO)

SÃO LUÍS - Um depósito de todo tipo de lixo. Assim pode ser considerado o ponto encontrado por O Estado na manhã de ontem, na Avenida dos Portugueses, no bairro Anjo da Guarda. O acúmulo de dejetos na região chama a atenção de quem passa por ali.

Lucas Vieira, de 21 anos, estudante de Arquitetura que passa pelo local todos os dias, se disse insatisfeito de ter aquela situação perto de sua residência.

“Pior de tudo é que as pessoas não tem a mínima consciência. Vão jogando pneus velhos, lixo doméstico, dentre outras coisas que retornam para a gente em forma de doença”, exclamou o estudante.
Entre o lixo ali depositado, muitos pneus puderam ser observados, que são um grande ponto que pode abrigar o mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus.

Essa é a preocupação de Maria do Rosário, de 65 anos, moradora daquele bairro. “Meus netos passam todos os dias por perto daquele lixeiro. Eu já tive essa doença chamada zika e isso acaba com a gente. Não quero isso para eles”, ressaltou.

O Comitê Gestor de Limpeza Urbana, da Prefeitura de São Luís, informou, por meio de nota, que realiza diariamente a coleta de resíduos domiciliares na Avenida dos Portugueses, e que já está programado o recolhimento dos resíduos descartados irregularmente no local citado na reportagem. Por fim, o Comitê pede o apoio da população para combater o descarte irregular de resíduos fazendo denúncias ou reclamações por meio da Central de Atendimento: 0800 098 1636.

SAIBA MAIS

Apesar de 97% do lixo ser coletado nas residências brasileiras, segundo o IBGE 59% dos municípios ainda depositam seus resíduos em lixões e 16% em aterros controlados, o que provoca poluição ambiental da água e do solo. Somente 13% dos resíduos vão para aterros sanitários.

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