Cidades | Concorrência

Uber e táxis apostam em estratégias e promoções

Concorrência entre os serviços de transporte privado se acirrou nos últimos meses, com a implantação do serviço de transporte de passageiros oferecido pelo aplicativo mundial
Thiago Bastos / O Estado04/07/2017
Uber e táxis apostam em estratégias e promoçõesPor meio de propagandas, como outdoor, empresa Uber trabalha na legitimação e divulgação do serviço (De Jesus / O ESTADO)

SÃO LUÍS - A concorrência, que se acirrou em São Luís nos últimos meses entre taxistas e motoristas Uber, gerou incremento na oferta dos serviços. Enquanto os últimos, por exemplo, aposta em massificação publicitária, os táxis – mesmo com tempo maior de mercado – lançam promoções e investem em cursos que capacitem os profissionais no quesito atendimento ao público.

A Uber, por exemplo, instalou outdoors - nos últimos dias – em pontos específicos da cidade. A ideia, neste caso, é não somente ampliar a divulgação dos serviços oferecidos pela empresa, como também legitimar, por conta própria, um serviço que ainda rende polêmica na cidade quanto a sua liberação. Apesar de a empresa ratificar posicionamento quanto à atuação de seus motoristas filiados, ainda possui validade a Lei nº429, aprovada em abril deste ano, que restringe o transporte de passageiros em São Luís.

Além de apostar em canais de propaganda, a Uber também faz uso das promoções para atrair mais clientes. Recentemente, durante evento realizado no Convento das Mercês, era possível ver folders sendo distribuídos com os dizeres de um código que, se acionado pelos usuários dos veículos Uber, o passageiro era beneficiado com um desconto de R$ 20,00 na primeira viagem. “Isso faz parte da política da empresa e que os motoristas Uber oferecem ao público”, afirmou Wellington Sal, represente dos motoristas de aplicativos de São Luís.

Trata-se de um macete não tão novo de mercado e que se intensificou nos últimos dias, dada a concorrência” Jean Fábio França, vice-presidente do Sindicato dos Taxistas de São Luís

Uma estratégia semelhante é usada por algumas cooperativas de táxis da capital maranhense. Em uma delas, o cliente que registrar até 10 viagens em um dos táxis da cooperativa é contemplado com uma 10ª primeira viagem gratuita. O serviço é oferecido em propagandas na TV e rádio e ainda em redes sociais. “Trata-se de um macete não tão novo de mercado e que se intensificou nos últimos dias, dada a concorrência”, afirmou o vice-presidente do Sindicato dos Taxistas de São Luís, Jean Fábio França.

Outra medida ainda em estudo pelos taxistas é a derrubada da bandeira 2 (tarifa mais cara e cobrada pela categoria em determinados horários) durante o mês de dezembro na cidade. “Ainda estamos analisando esta medida que, sem dúvida, seria muito importante para a categoria dos taxistas”, disse França. Até o fim deste segundo semestre, os taxistas deverão disponibilizar para o público um aplicativo em que será possível o cliente fazer a avaliação do serviço oferecido durante a viagem de táxi.

Facilidade
Por serem atividades consideradas autônomas, tanto os taxistas quanto os motoristas Uber usufruem de certa liberdade para aplicar as suas próprias estratégias de mercado. No caso do Uber, mesmo orientado por uma empresa, alguns motoristas podem abrir mão de receber certos valores nas corridas caso haja um acerto prévio com os clientes.

Quanto aos táxis, ainda de acordo com o sindicato da categoria, determinados representantes oferecem, por conta própria, descontos nas viagens que chegam a 20%. “Como se trata de uma categoria autônoma, neste caso prevalece o livre mercado, com a devida fiscalização sindical para o cumprimento dos requisitos legais”, frisou o vice-presidente do Sindicato dos Táxis de São Luís.

Imbróglio persiste
Mesmo após a recente medida da Prefeitura de São Luís de restringir as apreensões dos veículos Uber, motoristas do aplicativo ainda relatam que são ameaçados por agentes de trânsito. O Município, por sua vez, frisa que existe uma legislação que proíbe o Uber na cidade e que, logo, a fiscalização quanto ao serviço é necessária.

Até o momento, a Procuradoria-Geral de Justiça não se pronunciou sobre o pedido, feito pela Promotoria do Consumidor há algumas semanas, para que a entidade questione a constitucionalidade da lei que proíbe o Uber na capital maranhense.

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