Cidades | Em risco

Corpo de Bombeiros interdita condomínio em São Luís

Interdição aconteceu por causa de diversas irregularidades, entre elas vazamento de gás; foi dado um prazo de cinco dias para a evacuação do prédio, no Cohafuma, pelos condôminos
28/06/2017 às 09h54
Corpo de Bombeiros interdita condomínio em São LuísCorpo de Bombeiros realizou vistorias no condomínio, no Cohafuma (Biné Morais / O ESTADO)

O Corpo de Bombeiros do Maranhão interditou, no início da tarde de ontem, o condomínio Jardim de Toscana, localizado no bairro Cohafuma, em São Luís. A interdição atendeu a uma recomendação do Ministério Público (MP) por causa de diversas irregularidades encontradas na estrutura que ofereciam riscos para as pessoas. Foi dado um prazo de cinco dias para a evacuação do prédio.

De acordo com o coronel Ernesto França, responsável pela Diretoria de Atividades Técnicas (DAT) do Corpo de Bombeiros, um dos principais problemas encontrados no condomínio, entregue há três anos para os moradores, diz respeito ao vazamento de gás.

Outras vezes, o Corpo de Bombeiros realizou vistorias no condomínio e encontrou problemas semelhantes, como irregularidades nas instalações elétricas, na sinalização de segurança entre outros, que também ofereciam riscos para os moradores. “Nós constatamos que não havia condições. Optamos pela interdição para evitar que danos maiores acontecessem”, informou o coronel França.

Vistoria
Antes da interdição, ainda na manhã de ontem, a promotora Lítia Cavalvanti, titular da Promotoria do Consumidor, esteve no condomínio e também verificou que no local não havia condições de funcionamento. A interdição atendeu a uma recomendação do Ministério Público.

Em uma das torres do condomínio, o acesso foi interditado porque parte do revestimento da fachada estava caindo e poderia atingir as pessoas que trafegavam. A piscina do local estava interditada há cerca de um ano para solucionar um problema de vazamento de água. Lâmpadas quebradas e fiação elétrica exposta completavam o cenário.

“Os moradores relatam que há um cheiro de gás muito forte e há risco de explosão. Isso é óbvio”, disse a promotora Lítia Cavalcanti em entrevista à TV Mirante. Todas as irregularidades observadas no condomínio foram reunidas em um relatório, que está servindo como base para o Ministério Público entrar com uma ação na Justiça contra a construtora do empreendimento.

Por meio de nota, a construtora Cyrela informou que não foi intimada de nenhum requerimento judicial formulado pelo Ministério Público para a interdição do Jardim de Toscana e disse que nunca se recusou a efetuar as melhorias indicadas pelas autoridades competentes. Informou ainda que está atendendo a todas as exigências formuladas ao longo do tempo pelo Corpo de Bombeiros do estado.

SAIBA MAIS

O condomínio tem seis torres, com 288 apartamentos, onde moram mais de mil pessoas. Cada unidade custou, em média, R$ 420 mil. A taxa de condomínio, que incluí gás e água, custa R$ 480,00 por mês.

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